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terça-feira, 22 de julho de 2014

Novidades na remoção de professores


Alteração na regulamentação da remoção de cargos do Magistério

Quarta, 16 Julho 2014 10:25
O Decreto nº 60.649, de 15 de Julho de 2014, altera o Decreto nº 55.143, de 10 de dezembro de 2009, que regulamenta a remoção de cargos dos integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação foi publicado no Diário Oficial do Estado em 16 de julho de 2014, na página 1. Acompanhe o edital:
   
“Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Decreta: 
Artigo 1º - Os dispositivos adiante relacionados do Decreto nº 55.143, de 10 de dezembro de 2009, passam a vigorar com a seguinte redação:

    I – a alínea “a” do inciso I do artigo 2º:

    “a) por títulos: pela jornada de trabalho em que o professor esteja incluído ou por qualquer uma das Jornadas de Trabalho Docente previstas para a classe, exceto pela Jornada Reduzida de Trabalho Docente;”; (NR)

    II – os artigos 7º e 8º:

    “Artigo 7º - A análise e a decisão das inscrições de remoção por títulos e por união de cônjuges serão realizadas pelo Diretor de Escola, no caso de inscrições de docentes de sua unidade escolar, pelo Supervisor de Ensino, no caso de inscrições de Diretores de Escola do seu setor de trabalho, e pelo Dirigente Regional de Ensino, no caso de inscrições de Supervisores de Ensino classificados em sua circunscrição.

    Artigo 8º - São de competência do Dirigente Regional de Ensino a análise e a decisão dos recursos de inscrições para remoção por títulos e por união de cônjuges, em sua área de circunscrição, sendo que, quando se tratar de inscrição por união de cônjuges para Supervisor de Ensino, a decisão será de competência do dirigente do órgão setorial de recursos humanos da Secretaria da Educação.

    Parágrafo único – Os prazos para interposição de recursos serão estabelecidos em regulamento pelo órgão setorial de recursos humanos.”; (NR)  continua...
continue lendo clicando em mais informações

Promoção de professores da rede Estadual anunciada pela SEE parece excluir professores readaptados que atuam nas unidades escolares

O projeto no papel parece interessante,mas não entendi a questão dos professores  readaptados,é simplesmente um absurdo excluir os professores readaptados que atuam nas unidades escolares do projeto de promoção da Secretaria da educação do Estado de São Paulo. O projeto suscita algumas dúvidas que necessitam de esclarecimentos e regulamentação .


fonte:http://www.apeoesp.org.br/noticias/noticias/veja-o-que-conta-para-a-promocao-de-professor/

Projetos pedagógicos garantem aumento para professores da rede Estadual de São Paulo

A possibilidade de vislumbrar aumento salarial através de projetos práticos pedagógicos  já foi  publicada no “Diário Oficial do Estado” mas ainda necessita da regulamentação por resolução,que vai determinar os pelas  e os  critérios para evolução por prática pedagógica,ou seja apresentação de projetos. 

Professor estadual tem nova opção de reajuste

Docentes da rede poderão apresentar projetos pedagógicos para ter aumento salarial

Sex, 18 de Julho 2014 - 11:58
Por: Diário de S. Paulo - 18.07 - Tayguara Ribeiro - tayguarars@diariosp.com.br
Os professores da rede estadual de ensino paulista ganharam uma opção para obter reajuste na remuneração. Antes, o aumento  da faixa salarial dos docentes ocorria apenas  pela realização de uma prova de valorização pelo mérito, aplicada anualmente pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.
Agora, os profissionais terão a opção de  apresentar  projetos práticos pedagógicos que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino. A alta na remuneração dos profissionais é de 10,5%.
 “A possibilidade de nossos professores terem aumento salarial com base no resultado de seu trabalho e dedicação para a melhoria da qualidade de ensino é mais um avanço na área de recursos humanos da secretaria”,  afirma o secretário da Educação,  Herman Voorwald.
 O projeto surgiu a partir de reuniões entre a pasta e a Comissão Paritária, formada pelo Conselho Estadual de Educação e entidades de classe como a Apeoesp (Sindicato dos Professores Estaduais de São Paulo).  
“A sua implantação teve como base inúmeros encontros e o diálogo aberto com a rede e está entre as ações da pasta para a valorização dos nossos profissionais”, comenta Voorwald. 
A proposta já foi  publicada no “Diário Oficial do Estado”  e os  critérios para evolução por prática pedagógica serão regulamentados por meio de resolução. 
Ao todo, são   oito faixas salariais para os docentes da rede pública. Os professores também podem melhorar a remuneração com uma outra opção, o crescimento de níveis, que também são oito. Estes, com uma possibilidade de aumento de  5% no salário. Neste caso, o critério para a promoção acontece por meio de  qualificações adquiridas ao longo da carreira, como especialização, mestrado ou doutorado. 
As duas formas de promoção podem ser combinadas pelos profissionais. Assim, segundo a Secretaria da Educação,  um professor de educação básica com uma jornada de trabalho de 40 horas semanais que recebe um salário de R$ 2.415,89 poderá alcançar até R$ 6.838,13 se conseguir todas as promoções. 
A proposta é  apoiada pela categoria e considerada um avanço para os trabalhadores. Segundo o sindicato, “cabe ressaltar que a constituição desta Comissão Paritária foi uma conquista dos professores, e  a Apeoesp tem se posicionado intransigentemente na defesa de uma carreira que atenda aos interesses da categoria”.
Fonte :http://www.apeoesp.org.br/noticias/noticias/professor-estadual-tem-nova-opcao-de-reajuste/

terça-feira, 10 de junho de 2014

Em defesa dos direitos e dignidade dos professores readaptados

Série professores readaptados no "limbo" escolar IV






Entrevista do deputado Carlos Gianazzi  e da Professora Maria do Socorro Souza da Silva administradora dos blogs Papo de professor e professores mediadores conectados e administradora do Fórum  Professores readaptados do Estado de São Paulo região do ABC Paulista. O deputado e professor  Carlos Gianazzi é autor da PL 01/2013 que estende aposentadoria especial ao professore readaptado que são injustiçados na interpretação do governo Estadual . 
Abaixo a Professora Maria do Socorro e professora Rosi Tomura  presidente do Fórum professores readaptados do Estado de São Paulo na audiência em defesa  dos direitos e dignidade dos professores Readaptados do estado de são Paulo  !

Foto

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Série professores readaptados no "limbo" escolar III / CPP Divulga audiência pública em respeito aos direitos do Professor Readaptado

5/06: Audiência Pública pelo respeito ao professor readaptado



No próximo dia 5 de junho (quinta-feira), às 19 horas, haverá uma Audiência Pública, na Assembleia Legislativa em respeito  aos direitos do Professor Readaptado.  O evento é promovido pelo professor Carlos Giannazi, também deputado estadual pelo PSOL. 

A diretoria do Centro do Professorado Paulista (CPP) participará  desta audiência pública para que os problemas hoje enfrentados sejam solucionados. As reivindicação são as seguintes:
* direitos da carreira
* fim da discriminação profissional
* agilização da remoção
* respeito ao horário de trabalho
* direito à aposentadoria especial (PLC 01/2013)

Serviço:
Audiência Pública - pelo respeito aos direitos do Professor Readaptado
Data: 05 de junho, às 19 horas
Local: Plenário Tiradentes - Assembleia Legislativa de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201  - 1o andar
Informações: (11) 3886-6686 / 3886-6690 / 3884-4105
 Secom/CPP

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Série professores readaptados no "limbo" escolar I : "INIMIGO MEU: O MEU COLEGA TRABALHADOR DA EDUCAÇÃO" - O FILME DA VIDA REAL

"INIMIGO MEU: O MEU COLEGA TRABALHADOR DA EDUCAÇÃO" - O FILME DA VIDA REAL

Estamos vivendo um processo civilizatório nas escolas de Rondônia às avessas, troncho e capenga. Reprodução medíocre do que acontece em plano maior no País dos emergentes da classe C.
“Inimigo meu” é o nome de um filme do gênero ficção científica, produzido nos Estados Unidos em 1985. Assisti na sessão da tarde da rede Globo. Faz algum tempo. Mas diante dos tratamentos dispensados aos professores readaptados nas escolas públicas do Brasil e, em especial, em Rondônia onde me exilei desde 1990, vivo tratamento igual ou pior desde 20 de outubro de 2009 quando uma colega diretora e gente do grupo dela dentro da escola que lecionava história deram um jeitinho sutil e eficaz de acabar com o prazo de validade dos meus nervos e do meu controle emocional, me transformando num radicalmente “outro”, um “readaptado”. Lembrei-me então desse filme!

Antigo na produção, atualíssimo na temática. O que hoje vemos e que é apresentado no filme é a mais pura realidade. Peixotofobia [no meu caso], intolerância, indiferença ao próximo, desdém, ironias burras, discriminações variadas, preconceitos diversos, reações emocionais e irracionais diante do 'outro' em que o readaptado foi transformado, diante do radicalmente diferente que o readaptado passou a ser visto.
O professor readaptado [ou outro servidor público] é aquele que: tornou-se descartável, aquele que não leciona como os demais “normais”, que não trabalha em sala de aula como os demais, que não tem que aguentar as inúteis e insuportáveis reuniões relâmpagos e ordinárias para ouvir ladainhas de colega diretor, orientadores e supervisores como os ditos “normais”, que não tem também de ouvir e tolerar- na marra- as inúmeras besteiras de alunos mal orientados e intencionados postas em “debate” nos chatos conselhos de classe, que não é coagido a vir trabalhar dia de sábado e participar de feiras de “cu...ltura” como os restantes da manada docente e, pior, em muitos dos casos, o desgraçado nem sequer bali, não diz amééémmm... Não reza pela mesma cartilha pedagógica ou política da panelinha dos gestores da escola onde trabalha e seus apaniguados como parece “normal” em todas as escolas.
- Um piloto militar humano e outro de origem reptiliana entra em combate no espaço próximo a um planeta inóspito e desabitado. Ambos são abatidos e caem perto um do outro. A desconfiança mútua, baseada no 'ouvi dizer', nas suposições e conjecturas a respeito do “outro'', se apresentam logo no início, preparando o ambiente para um confronto mortal. No entanto, a necessidade de sobrevivência e de convivência os faz se aproximarem, pois a cooperação, e não a competição será o único jeito deles de continuarem vivos. Além das diferenças morfológicas, de língua e visão de mundo, há toda uma diversidade no arsenal tecnológico usado, nas crenças e costumes, embora o propósito inicial de ambos seja o mesmo: conquista e domínio. O convívio os forçará a ver que, ao final de tudo, superada a barreira do medo e da linguagem, estabelecido o diálogo, descobrem que todas as crenças apontam para uma verdade única: a cidadania cósmica e o direito à vida e de ser e viver como se deseja. Ao longo da trama e dos muitos perigos vividos juntos, a amizade e a lealdade se consolidam levando a um final muito interessante, curioso e provocador de variadas reflexões nos leitores e leitoras estudantes ou trabalhadores da educação que deseje refletir, por si mesmo, que nossa humanidade pode ser diferente, pode ser melhor, pode ir além, transcender e ser vivida com intensidade a partir de um ambiente comum: a escola pública.

Diante de problemas dentro das escolas, crises do próprio sistema de ensino existente, diante de ajustes internos da escola a leis feitas nas coxas, na marra e a revelia dos que por elas serão afetados, diante de perseguições internas por diferença de opinião, fricotes e viadagens de antigos professores há muito já estabelecidos dentro da escola, integrantes da panela do diretor, muitos que nunca foram descartados ou devolvidos de uma escola para outra, diante de críticas e cobranças imbecis vindas de fora, vindas de professores-de-gabinetes, os alunos eram sempre os únicos responsabilizados pelo fracasso do ensino, agora é a vez dos professores-de-fatos, os ditos “normais” ou “readaptados”. Entre esses os “readaptados” leva a pior carga de culpa. Sendo estigmatizados até pelos os que ainda não foram adoecidos pelo sistema. Impressiona ver como o avanço técnico-científico não foi acompanhado pela escola pública e um dos seus principais protagonistas: a maioria dos próprios trabalhadores da educação por um equivalente avanço no campo ético e da convivência. O inimigo meu sendo meu próprio colega de profissão!

Estamos vivendo um processo civilizatório nas escolas de Rondônia às avessas, troncho e capenga. Reprodução medíocre do que acontece em plano maior no País dos emergentes da classe C. A barbárie educacional travestidas de nomes pomposos, porém vazio de autenticidade e de ética, isto é, de preocupação verdadeira com o que acontece com o “outro”, com o bem estar dele se mostra com todas as cores e formas. O desprezo e a hostilidade direta e indireta para com o 'outro' supera o medo das ideologias, das diferenças religiosas e políticas até. O ser humano teme, hostiliza, isola, descarta, coisifica qualquer outro ser humano que se aproxime ou que tente fazer parte do mesmo meio. Desconfianças, insegurança, e inúmeros outros sentimentos ruins chegou ao nível quase paranoico. As sociopatias dentro e fora da escola aumentam tanto quanto os ressentimentos obscuros.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman fala em medo líquido (Z. Bauman, Medo Líquido, Jorge Zahar Ed., 2006). Medo que resume bem os sentimentos ruins acima escritos. Não é um medo qualquer, mas um medo pegajoso que se gruda no próprio ser e do qual não se livra facilmente. Nas cidades e dentro das escolas dessas cidades, as pessoas, no caso aqui os professores, temem-se umas às outras. Daí as panelinhas, os inferninhos, o espírito de manada, os pequenos cardumes de piranhas ou de tubarões que existem em todas as escolas públicas. Um clima de suspeita permanente se instala, favorecendo a proliferação dos predadores urbanos, escolares docentes e discentes de todos os tipos.

Karl Marx escreveu que os sofrimentos coletivos são as dores do parto de uma civilização grávida de outra. Esperemos que sim! Mas no caso das escolas públicas, os sofrimentos nem sempre são coletivos, mas singulares. Os readaptados estão se multiplicando, porém, estão dispersos, espalhados, não andam em bando, nem manadas ou cardumes. Na coletividade maior onde as escolas se encontram há poder armazenado suficiente para nossa autodestruição. As mudanças climáticas exigem urgente mudança de comportamento em relação ao planeta e ao padrão de consumo. A maioria das pessoas não parece estar a par da gravidade da situação e a entrega para ser solucionada pelo Estado. O Estado é uma abstração perigosa. Na prática são pessoas interessadas em garantir interesses pessoais, grupais ou de corporações. Só uma minoria de políticos se ocupa com o bem-estar da população.

E a escola não tem passado de mais um de seus aparelhos ideológicos: regulador de mentes e corações não só dos alunos que diz servir, mas dos que trabalham dentro dela.

A mudança na maneira de encararmos uns aos outros, especialmente o “outro”, o colega que foi readaptado por força de assédio moral sofrido por outro colega de trabalho ou por alunos com quem trabalha, de seres pertencentes a uma mesma categoria profissional, “PROFESSOR” deve ir ao entendimento de que um precisa do outro; de que as diferenças estabelecidas por fatores acidentais ou não, além da própria diferença em si do ser humano são parte da diversidade humana. Nesse ponto, o filme citado é bem esclarecedor, ao alertar para a aproximação e para o esforço necessário de conhecer, compreender e de tolerar o “outro” em sua singularidade. Só assim o medo em toda sua manifestação dentro e fora das escolas públicas se desgruda de nós e uma nova convivência é possível. Oxalá!

* DesProf.Peixoto é historiador e também um readaptado dentro das escolas públicas que é forçado a perambular.
©Blog do DesProf.Peixoto
Paperblog
Fonte: Desprof. Peixoto
http://www.newsrondonia.com.br/noticias/inimigo+meu+o+meu+colega+trabalhador+da+educacao+o+filme+da+vida+real/25720

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Total apoio ao movimento de professores do Rio de Janeiro

Em  greve desde o dia 12 de maio, os  professores da rede pública do Rio de Janeiro voltaram  as ruas mais uma vez nesta quinta-feira.
A Assembléia da categoria decidiu a continuidade da greve ,relembraram a paralização de 2013 que durou 70 dias e que os acordos firmados na ocasião  não foram respeitados
A diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) Marta Moares  questionou a falta de disposição do governo de  Pezão em negociar com a categoria.Lembrou o descaso com referência a greve da `Polícia civil que com apenas um dia de greve foi recebida pelo governador para negociar.

"Uma coisa importante que a gente quer cobrar é que a Civil fez um dia de greve e foi atendida, e nós estamos em duas semanas e nada. O que o governo do Estado quer passar para a população? Ele acha que violência não tem a ver com educação?" Marta Moares

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A retórica do discurso e a educação que queremos

Estamos em um ano atípico em nosso país, um lado tão polêmica copa do mundo com a expectativa da conquista do “hexa” e do outro eleições presidenciais inundadas de denuncias de corrupção e esquemas milionários que tem acirrado ainda mais a luta da situação e oposição pelo poder.
No meio de tudo isso, alguns brasileiros que não se conformam com a nova soneca do gigante que parece ter acordado apenas para se espreguiça, continuam na ladainha e no antigo discurso que a solução para todos os problemas do país está na educação. O artigo abaixo nos faz refletir sobre a situação da educação brasileira e a retórica de um discurso político que não avançou em nada  nas últimas décadas. Será que realmente e essa tal educação? Esperamos muito da vontade política, mas quando podemos fazer algo para contribuir com essas mudanças também nos omitimos.
Pais que reclamam da qualidade de ensino aparecem na escola / para perguntar o que é possível fazer para mudar a situação?Professores que reclamam das condições de trabalho fazem algo para mudar suas aulas e seus relacionamentos com os alunos?
Nossos sindicatos realmente levam reivindicações tiradas da base ou das suas salas de reuniões?
Atualmente temos o “poder” das redes sociais, quem esta usando esse poder para iniciar um grande movimento pela educação no nosso país?Piadinhas é o que não falta sobre a situação da escola... mas...vamos ler o texto do Muzinatti ... 


A educação que se deseja
Por João Luiz Muzinatti
Nosso país tem objetivos e prioridades. Nosso povo tem esperanças.
A nação brasileira vive acreditando em seu futuro e sonhando com o momento em que contradições sejam minimizadas e melhores condições de vida sejam, de fato, realidade.
Neste enamoramento pela felicidade que há de vir, a política surge como o caminho mais óbvio a ser percorrido até o dia em que o sol redentor passe a iluminar a nossa pátria.
E, como pano de fundo dessa visão paradisíaca, aparece a Educação. Meio e fim da obra política mais suprema, está nos discursos bem comportados de todos nós.
 E parece ser a solução para tudo.
Os bons políticos são ou serão aqueles que nos derem mais e melhores escolas, acabarem de vez - e de verdade - com o analfabetismo e nos tornarem pessoas mais preparadas para os desafios do mundo. Mas, será que é isso mesmo?

Será que, alguma vez, já tivemos a curiosidade de perguntar às pessoas por que ou em quê essa tal “educação redentora” pode nos trazer o jardim encantado escondido em algum lugar do futuro?
É fato que aquilo que é consenso geralmente não merece questionamentos. Então, para que discutir o óbvio?
 Mas, talvez esteja aí justamente a razão pela qual esse dia pareça ficar cada vez mais distante.
 Um conceito tornou-se clichê e ninguém mais pensa no que é reclamado ou afirmado.
 E, dentro dessa perspectiva, vem uma outra questão ainda mais forte: será que o brasileiro, de um modo geral, deseja a Educação para si e seus filhos?

O desejo é algo bem maior que o querer. Desejar é mais poderoso que projetar ou planejar alguma coisa. E não se deseja racionalmente. Está presente em nós, ou não.
O velho Freud dizia que o desejo é reminiscência de um prazer primordial; uma busca psíquica de situações em que possamos gozar de novo, como da primeira vez.
Cada vez que desejamos, estamos caminhando em busca de algo etéreo, que não cabe necessariamente em palavras fortes ou discursos articulados. Pensando nisso, é possível afirmar que nós, brasileiros, desejamos realmente essa tal Educação?

Posso estar muito enganado, mas nossos desejos parecem passar bem longe de situações de aprendizado, ou em que constatemos que dominamos algum conhecimento. Enquanto palavras vazias e bem comportadas nos tranquilizam,  desejamos ardorosamente tantas outras coisas, que a visão de uma nação educada vai se esmaecendo até desaparecer por completo.
O carro do ano, a casa a ser apresentada aos amigos, as roupas, as marcas, os cargos a serem invejados: tudo isso é parte de um rol de desejos que se confundem com a felicidade a ser construída - também lá na frente, afinal, o futuro abriga o que quisermos.
E como falamos nessas coisas todas! Não nos saem do imaginário e desabam a cada conversa. É raro, muito raro, tomarmos nossos cafés discutindo sobre o salário aviltante dos professores - no máximo, nos lembramos disso quando a TV mostra que estão em greve, atrapalhando o trânsito da Paulista.
Não é comum criticarmos nossos filhos pela sua preferência por filmes que colocam o jovem estudioso como idiota - ou nerd.
Chegamos a passar anos sem discutir, uma única vez que seja, o fato de termos escolas públicas tão sucateadas e em estado de quase indigência. Não quero ser chato, mas a maioria das pessoas costuma não trocar um passeio ao shopping por uma leitura, uma ópera ou um museu.

Então, Educação não será apenas figura de retórica? Ou estarei exagerando?
Nós a desejamos mesmo ou apenas torcemos para que apareça magicamente e resolva todos os nossos problemas?
 Às vezes, sinto que a ideia de Educação parece cumprir um papel secundário na vida do País.
Uma bela palavra, sem dúvida. Sonora, estridente. Mas, pode ser só aquela reza diária - necessária - que nos purifica do triste descaso com o presente. Ou, quem sabe, um belo tesouro perdido no futuro distante e pronto para ser descoberto quando os desejos todos já estiverem realizados.
JOÃO LUIZ MUZINATTI, Mestre em História da Ciência. Engenheiro. Professor de Matemática, Filosofia e Ciências. Professor universitário em graduação e pós-graduação e de ensinos fundamental e médio.06/03/2014 às 20h00

http://www.clicfolha.com.br/noticia/32078/a-educacao-que-se-deseja

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Apesar do caos educacional jovens brasileiros conquistaram medalhas na IOAA "Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica






Foto Fonte:http://gaea-eratostenes.blogspot.com.br/2013/08/brasil-ganha-cinco-medalhas-na.html
Apesar do caos educacional,alguns corajosos  jovens brasileiros conquistaram duas medalhas e três de bronze  na IOAA "Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica".A olimpíada foi disputada em Vólos, na Grécia. Daniel Mitsutani (São Paulo) e Luís Fernando Valle (Guarulhos) receberam as medalhas de prata . E as bronzes ficaram com Fábio Kenji Arai (São Paulo), Allan dos Santos Costa (Bauru) e Larissa Fernandes de Aquino (Recife).
Destacamos também a participação dos  professores Eugênio Reis (Museu de Astronomia e Ciências Afins, MAST) e Gustavo Rojas (Universidade Federal de São Carlos, UFSCar).
Os estudantes  também foram medalha de prata na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA),que aconteceu em 2013, na Colômbia. O jovem Fábio Kenji Arai recebeu  a menção honrosa na última IOAA,que foi  sediada aqui no Brasil, em 2012.

O professor João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA),  destaca que tal resultado só foi possível graças a contribuição dos professores envolvidos e principalmente do empenho  dos alunos participantes .
Segundo o professor Canalle,a conquista destas medalhas chama atenção  sobre a importância da motivação que projetos como o OBA trazem para  os estudantes , despertando o interesse pela astronomia,que é uma área muito carente de profissionais .