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quarta-feira, 4 de março de 2015

A evasão docente é a desvalorização da profissão e as más condições de trabalho


Capa/Evasão | Edição 195

Adeus, docência


Número cada vez maior de professores que abandonam a profissão piora o quadro de escassez de profissionais na Educação Básica e coloca em questão a capacidade de atração da sala de aula atual


Rodnei Corsini
Fernando Benega
Desvalorização da profissão e más condições de trabalho são motivos para a desistência da carreira

Baixos salários, insatisfação no trabalho, desprestígio profissional.
As condições são velhas conhecidas dos docentes, mas têm se convertido em um fenômeno que torna ainda mais preocupante a escassez de profissionais na Educação Básica: os professores têm deixado a sala de aula para se dedicar a outras áreas, como a iniciativa privada ou a docência no ensino superior.


Até maio deste ano, pediram exoneração 101 professores da rede pública estadual do Mato Grosso, 63 em Sergipe, 18 em Roraima e 16 em Santa Catarina. 
No Rio de Janeiro, a média anual é de 350 exonerações, segundo a Secretaria de Estado da Educação, sem discernir quantas dessas são a pedido.
Mas a União dos Professores Públicos no Estado diz que, apenas nos cinco primeiros meses deste ano, 580 professores abandonaram a carreira (leia mais na página 43).
Para completar o quadro, a procura pelas licenciaturas como um todo segue diminuindo, e a falta de interesse pela docência provoca a escassez de profissionais especialmente em disciplinas das ciências exatas e naturais.
Motivos para a evasão
'O motivo unânime para a evasão docente é a desvalorização da profissão e as más condições de trabalho', diz a professora Romélia Mara Alves Souto, do departamento de Matemática e Estatística do programa de Mestrado em Educação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais.
Em um estudo com alunos da universidade, Romélia constatou que entre os formados de licenciatura em Matemática entre 2005 e 2010, quase dois terços trabalham como docentes - mas, destes, 45% não pretendem continuar na Educação Básica. A maioria presta concurso para instituições financeiras ou quer se tornar pequeno empresário. Uma boa parte também faz pós-graduação ou vai estudar em outra área para não seguir na docência. 

 FONTE:Julho/2013 http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/195/adeus-docencia-292321-1.asp

São Paulo sofre com a crise na educação e continua "maltratando os professores "

Resultado de imagem para PROFESSORES SOFREDORES

Professores do Estado de SP relatam situação 'humilhante' para pegar aulas

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo
30/01/201414h00 Atualizada 30/01/201417h47

Poderia ser dia de festa na escola: o pátio interno está cheio, há cartazes, quase não é possível ouvir o que se diz ao microfone e a cantina está a todo vapor. "Não tem mais água para comprar", diz uma pessoa ao meu lado, enquanto outra passa com um prato de comida.

Apesar da agitação, não são alunos, mas professores temporários da rede estadual que ocupam de pé ou sentados o pátio de uma escola no Conjunto Habitacional José Bonifácio, na zona leste de São Paulo, e não há muito o que comemorar. 
A longa espera e o caos marcam o dia deatribuição de aulas –quando professores escolhem as classes e escolas onde irão dar aulas naquele ano letivo.
A reportagem do UOL acompanhou das 15h às 20h a atribuição de docentes temporários no dia 23 de janeiro.
Neste ano, a atribuição dos temporários começou com duas horas de atraso na DRE (Diretoria Regional de Ensino) Leste 3, que abrange 81 escolas da cidade de São Paulo."Eu acho uma situação meio humilhante", diz um professor que não se quis se identificar sentado em uma mureta do lado de fora do pátio. "Eles não se importam nem com o cumprimento dos horários", afirma o docente de química de 27 anos, que é temporário desde 2009.
"É uma humilhação. Eu me formei em 2008, já fiz duas pós-graduações e sou tratada dessa forma", afirma Thaís Alves, 28, professora de português que chegou antes das 15h e só conseguiu sair da escola com a relação das suas turmas mais de quatro horas depois.

Hora da chamada

Pelo microfone, uma representante da DRE chama os professores de acordo com a colocação em um prova classificatória –a lista está colada em uma das paredes do pátio da escola. "A gente não consegue ouvir direito quando é chamado e corremos o risco de perder a vez. Até o ano passado, a minha estratégia era saber quem eram os professores antes de mim. Quando chamavam o nome deles, eu já ficava posicionada", diz Ellen Fernandes, 29, professora de ciências e biologia.
Ao todo, 957 professores do ensino fundamental 1 (até o 5º ano) e 1.268 do fundamental 2 e ensino médio são candidatos a vagas em escolas da DRE Leste 3. Independentemente da nota que tiraram na prova (que não é eliminatória), todos poderão assumir aulas se houver salas sem docentes.
Os primeiros colocados têm mais "sorte", especialmente em matérias como português, inglês e educação física (as mais disputadas). "Você chega e espera horas sem saber se vai sair daqui com ou sem aula", diz Izabel de Souza, 28, professora de português. Quem não consegue turmas fixas, tem que fazer substituições ou ser auxiliar de reforço. Os temporários só recebem pelas aulas dadas no mês.

Tabela no quadro negro

Quem enfim é chamado e deixa o pátio lotado, precisa subir uma rampa, apresentar os documentos que comprovem a sua formação e entrar em uma das salas, de acordo com a disciplina que está apto a ministrar.
Na sala, todas as escolas e turmas estão listadas em uma grande tabela no quadro negro. A cada escolha, um pedaço da tabela, escrita a giz, é apagado.
O método, responsável pela demora e desorganização, é usado desde 1998 na rede.

Para os professores, a distribuição das aulas poderia ser feita pela internet ou dividida em vários dias, de acordo com as disciplinas disponíveis.
"Sei que vocês estão cansados, mas peço um pouco de paciência", diz uma representante da DRE ao microfone. Entre um nome e outro, começa a chover e o local fica sem luz por poucos minutos. Por volta das 19h, não há mais salgados na cantina.

Naquele dia, foram chamados 600 temporários que queriam trabalhar na região para atribuir aulas, os mais bem classificados chegaram antes das 15h e saíram por volta das 19h30. Outros docentes só conseguiram deixar a escola por volta da meia-noite.  No segundo dia de escolha são chamados os estudantes da graduação e os profissionais que ocupam as últimas posições na prova classificatória.

"Passar por tudo isso e chegar com um sorriso no rosto na segunda-feira é para poucos", disse uma professora. As aulas na rede começaram na segunda (27) e até essa quarta-feira (29) alguns temporários que já tiveram suas aulas designadas ainda não tinham entrado em sala de aula porque aguardavam a assinatura do contrato.

Posicionamento



A Apeoesp (sindicato dos professores de SP) diz que já pediu ao Estado mudanças nos processos de atribuições de aulas.
Sobre os temporários, a Secretaria da Educação diz que objetivo é ampliar o quadro de professores efetivos na rede. "Dessa forma, haverá uma substituição gradual de temporários por efetivos sem, no entanto, extinguir a figura desse profissional (ele é necessário em uma rede do tamanho de SP para suprir as faltas como licenças-saúde e prêmio, faltas médicas, justificadas, injustificadas e abonadas). Esses temporários ficarão à disposição a Diretoria de Ensino e poderão atribuir aulas em outras unidades, assim que surgir demanda".
A pasta diz ainda que estuda, em breve, informatizar o sistema de atribuição de aulas. A secretaria não informou quantos temporários fazem parte da rede no ano letivo de 2014. De acordo com órgão, os 20 mil professores convocados no último concurso da rede devem começar a dar aulas em março deste ano. 

TEMPORÁRIOS

Os professores temporários da rede estadual de SP são chamados de "categoria O": possuem contratos de um ano (renovável por mais um ano) e podem dar até 32 horas/aulas semanais, somando um salário de cerca de R$ 2.200.
  • QUEM TEM PRIORIDADE

    Os primeiros a decidir onde e para quais classes darão aula são os professores efetivos (concursados). Eles não precisam fazer fila nem esperar horas em pé, tudo é decidido na escola. Logo depois dos concursados, os docentes da categoria F (temporários que ganharam estabilidade) também fazem a atribuição de aula na escola. Em seguida, cada DRE convoca os temporários (categoria O) para decidir entre as aulas que não foram escolhidas pelos anteriores ou que precisam de substitutos.Contratos temporários de docentes prejudicam desempenho dos alunos

PROVA

Até o ano passado, a prova dos temporários era eliminatória e era preciso acertar ao menos 40 das 80 questões do exame. 
O exame mudou neste ano, porque o Estado precisava chamar mesmo os reprovados, já que faltavam docentes na rede.SP convoca, pela quarta vez, docentes reprovados em processo seletivo.
fonte:http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/01/30/professores-de-sp-relatam-situacao-humilhante-para-conseguir-aulas.htm

terça-feira, 3 de março de 2015

LEI OBRIGA GOVERNADOR A PAGAR BÔNUS AOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL .



Alckmin suspende aumentos de bônus a servidores em São Paulo

De São Paulo


 

  • Diogo Moreira/A2 Fotografia
    Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)
    Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspendeu o aumento de prêmios, bônus e participação em lucros e resultados a todos os servidores públicos estaduais para o ano de 2015.
A decisão, que foi tomada por meio de um decreto publicado na edição do dia 26 de fevereiro do "Diário Oficial", não abrange bonificações estabelecidas em lei, como as de professores e policiais e atinge principalmente Procuradores do Estado e agentes fiscais da renda.
"No exercício de 2015, fica suspensa a possibilidade de ajuste porcentual, valor, índice, ou quantidade que altere o valor de vantagens pecuniárias de qualquer natureza e resulte em aumento de despesas com pessoal e encargos sociais exceto aquelas decorrentes de vantagens por tempo de serviço ou evolução funcional", diz o texto do fim do mês passado.
No decreto, o governo justifica que "despesas com pessoal e encargos sociais tem peso significativo no orçamento do Estado" e fala em "deterioração do cenário econômico nacional".
A decisão veio na esteira do maior contingenciamento do governo desde 2007.
Para tentar desgastar politicamente o governador tucano, a bancada do PT na Assembleia Legislativa soltou uma nota oficial afirmando que Alckmin vai deixar servidores sem reajuste salarial em 2015. "Os servidores nem sequer terão direito à reposição da inflação do período, entre 6% e 7%", diz o texto da oposição. Mais tarde, assessores da legenda reconheceram o erro.
O professor de Direito Administrativo da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Justino de Oliveira, explica que a Constituição obriga que o governador cumpra com a lei de revisão geral anual dos salários.
"A revisão é um direito constitucional. Faz recomposição dos vencimentos, em virtude das perdas pela inflação e outros eventos que impliquem em achatamento dos vencimentos", afirmou o especialista. Questionado pela reportagem, a assessoria de Planejamento e Gestão do governo afirmou que as negociações de reajuste com as categorias ocorrerão "normalmente" como em todos os anos.

Ofensiva

A ideia do partido, porém, é articular uma ofensiva dos movimentos sociais organizados, especialmente dos sindicatos ligados à legenda, como a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), entidade filiada à CUT. Reservadamente, líderes do PT falam em "fazer uma guerrilha" contra os tucanos e também em travar a pauta na Assembleia Legislativa de São Paulo.
O PT convidou funcionários ligados a duas fundações que o governador pretende extinguir para conter gastos -- Cepam (Fundação Prefeito Faria Lima) e Fundação do Desenvolvimento Administrativo --para acompanharem nesta terça-feira (3), as sessões nas galerias da Assembleia Legislativa. Segundo os deputados estaduais petistas, a estratégia é obstruir as votações.

Folha enxuta

Alckmin propôs a extinção das duas fundações em outro decreto publicado na semana passada. No mesmo texto, o governador também anunciou um corte de 1.200 cargos comissionados, o que equivale a 15% do total da gestão.
As iniciativas fazem parte de pacote de ajuste fiscal. Todas as pastas terão que cortar 10% de seus gastos de custeio. Educação, Saúde, Segurança e Administração Penitenciária cortarão 5% dos gastos. Um dia depois do anúncio, Alckmin afirmou que o corte de custeio foi definido por "cautela" diante do atual cenário.
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/03/02/alckmin-suspende-aumentos-de-bonus-a-servidores-em-sao-paulo.htm

Giannazi parabeniza professores readaptados pela criação de sua associação


O deputado Gianazi aproveitou a oportunidade de denuncia a situação dos professores readaptados e reforça a necessidade da aprovação da PL 01/2013 para garantir a aposentadoria especial para este profissional que ficou doente no exercício de sua profissão e se viu abandonado  no momento de maior necessidade sendo e foi privado de vários direitos dentre estes a aposentadoria especial,.



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pesquisadores internacionais discordam da politica do bônus educação !






No Fórum Social Mundial, que acontece em Belém no ano de  2009,especialistas alertaram sobre os problemas do bônus Mérito implantado com base em uma politica educacional  pós-neoliberalismo,que cresceu ao longo dos anos no país.

A Pesquisadora  Maria da Graça Bolmann, da Associação de Educadores da América Latina e Caribe chama a atenção para a divulgação dos resultados das provas padronizadas, como  a internacional Pisa, a nacional Prova Brasil, e o Saresp aplicado no Estado de São Paulo  que afirma: "essa avaliação produtivista só serve para esquartejar [a classe] em bom professor, mau professor". E conclui de forma enfática :. "Ranquear não é avaliar"!

A Educadora argentina Ingrid Sverdlick, do Movimento Latino-americano pelo Direito à Educação  afirma que   "A avaliação por mérito restringe a ideia de docência como responsabilidade individual e a avaliação - algo sempre presente no dia-a-dia da pedagogia - se esvaziou do seu conteúdo pedagógico."

Na "luta contra a hegemonia do pós-neoliberalismo" e a implantação das provas padronizadas da forma que está  vários  especialistas em educação chamam a atenção para a necessidade de se  reivindicar novamente a educação como um direito e não reduzir a educação como um mero serviço

O sociólogo colombiano Orlando Pulido alerta sobre os rumos desta politica educacional atual "Não somos contra a avaliação, mas do conceito de qualidade produtivista que está embutido nela"!

Fonte de pesquisa  http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/01/29/ult105u7532.jhtm

Professores não saiam gastando por conta do bônus, aguardem!



Como já aconteceu nos anos anteriores,vazou uma lista de escolas que  conseguiram a meta do IDESP,as redes sóciais entraram em "polvorosa" e  os sites oficiais foram bombardeados por acessos,mas nada confirmado oficialmente.

Desde a implantação do bônus todo mês de fevereiro a expectativa é grande e em março os profissionais da educação literalmente “piram”. 
A história repete o mesmo enredo todo ano,por isso lembramos que após um verdadeiro "dramalhão mexicano" o bônus é pago até o dia 31 de março ,foi assim nos anos anteriores,mas também é bom lembrar que no anuncio do governo sobre a “melhora” nos índices do IDESP a questão do bônus “ficou no ar” e não foi confirmado o pagamento.


É importante  considerar que  neste ano   foram cortadas  verbas e vários  projetos da SEE no “aperto de cinto” para ajuste de contas deste novo mandato,portanto acabe aqui um alerta : Professores não saiam gastando por conta do bônus, aguardem!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

BÔNUS EDUCAÇÃO EM SÃO PAULO É RESULTADO DE SONEGAÇÃO DE VERBAS



O bônus mérito: insatisfação e injustiça
Publicado em 13 de fev de 2015 CPP SÃO PAULO
Pode parecer reprise, mas novamente o professor Silvio dos Santos se vê obrigado a falar sobre o bônus mérito no "Por Dentro do Assunto" dessa semana.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

PROFESSOR MEDIADOR ESCOLAR CONECTADO PMEC: O professor mediador escolar não faz milagre e cas...

PROFESSOR MEDIADOR ESCOLAR CONECTADO PMEC: O professor mediador escolar não faz milagre e cas...: Atuei como PMEC de 2009 à 2013 e posso firmar com certeza que o PMEC não pode fazer milagre. Sempre que a violência nas escolas  ganha a...

PROFESSOR MEDIADOR ESCOLAR CONECTADO PMEC: O professor mediador escolar não faz milagre e cas...

PROFESSOR MEDIADOR ESCOLAR CONECTADO PMEC: O professor mediador escolar não faz milagre e cas...: Atuei como PMEC de 2009 à 2013 e posso firmar com certeza que o PMEC não pode fazer milagre. Sempre que a violência nas escolas  ganha a...

TOTAL APOIO AO PROFESSORES DO PARANÁ !!!!




12/02/2015 07h29 - Atualizado em 12/02/2015 11h20

Greve de professores e funcionários estaduais entra no 4º dia no Paraná

Mais de 950 mil estudantes estão sem aula desde segunda-feira (9). 
Categoria em greve totaliza 100 mil profissionais, segundo sindicato.

Do G1 PR
Manifestantes permanecem no plenário da Alep na manhã desta quinta (12) (Foto: Fernanda Fraga/RPC)Manifestantes permanecem no plenário da Alep na manhã desta quinta (12) (Foto: Fernanda Fraga/RPC)
Mais de 950 mil estudantes de 2.100 escolas estão sem aula desde segunda-feira (9) em todo o Paraná por causa da greve de professores e funcionários da rede estadual de ensino. Os trabalhadores são contra um pacote de medidas do governo do Estado que afeta as carreiras dos educadores. Entre as exigências estão o pagamento de benefícios atrasados e a reabertura dos turnos fechados no fim de 2014.
A paralisação tem a adesão de 100% da categoria –  o equivalente a cerca de 100 mil profissionais – segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato). O pacote de medidas do Governo do Paraná foi apresentado aos deputados estaduais em regime de urgência no dia 4 de fevereiro e visa, de acordo com o Executivo, equilibrar as finanças do estado.
Desde terça (10), data em que foi aprovado o requerimento que instituiu Comissão Geral para apreciação do "pacotaço", a categoria se mobilizou em diversos protestos na capital. Parte deles invadiu o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e, desde estão, está acampada no local. Os manifestantes também contam com o apoio de servidores de outras áreas. "Nós vamos ocupar a Assembleia até que o projeto seja retirado", afirmou o presidente do APP Sindicato, Hermes Leão

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A sessão de terça foi convocada pelo líder do governo na Alep Luiz Claudio Romanelli (PMDB) após a polêmica greve. Ele apresentou à presidência da Casa um novo requerimento para transformar o Plenário em comissão geral. O mecanismo está previsto no regime interno da Casa e permite que os deputados votem um projeto de lei, em um único dia, sem que a proposta passe por comissões específicasNa quarta, em uma nova tentativa de votação no restaurante da Alep – foram 34 favoráveis e 19 contrários. Nesta quinta (12), o novo requerimento para a formação da Comissão Geral será votado pelos deputados estaduais.
Reintegração de posse
A Alep informou que a Procuradoria-Geral do Estado conseguiu um mandado de reintegração de posse para que os manifestantes desocupassem imediatamente o prédio na quarta-feira.  Entretanto, até a manhã desta quinta, eles continuavam ocupando o Plenário. "Apesar da decisão judicial, não haverá invasão do Plenário”, reiterou Traiano.

Mandado de segurança
Os deputados estaduais da oposição entraram na Justiça com um mandado de segurança pedindo a suspensão da tramitação dos dois projetos de lei do governo do estado em regime Comissão Geral. O documento, protocolado na quarta, é assinado por 14 deputados. Os parlamentares argumentam que a votação dos projetos em Comissão Geral é ilegal, já que o debate é uma prerrogativa parlamentar garantida pela Constituição.

'Pacotaço'
Uma reunião entre o governo e 37 deputados estaduais foi realizada na noite de segunda-feira (9). Três itens do pacote de medidas, que propõe mudanças nos benefícios do funcionalismo público, foram alterados.

Os benefícios serão mantidos e o plano de carreira dos servidores da educação não sofrerá mudanças. Também no acordo, o governo decidiu não suspender o quinquênio e anuênio, que assegura reajustes automáticos a todo o funcionalismo.
O auxílio transporte para servidores do magistério que estejam afastados do trabalho e o direito a licenças, cuja concessão caberá exclusivamente ao secretário estadual da Educação ou diretor-geral da pasta, também será mantido, assim como o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para promoção e progressões.
O “pacotaço” faz parte da segunda etapa de um ajuste fiscal que começou em 2014, com o aumento da alíquota de impostos.
Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/02/greve-de-professores-e-funcionarios-estaduais-entra-no-4-dia-no-parana.html