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quinta-feira, 21 de julho de 2016


Na escola sem partido. a matemática sem “ideologia”. Por Paulo Cândido



Absolutamente genial, o colunista Paulo Cândido, no Diário Catarinense, imagina o futuro com o triunfo do “Escola Sem Partido”:
– Bom dia, professor, aqui é Luíza, do Departamento de Desideologização de Material Didático da editora.
– Bom dia, Luíza. Em que posso ajudar?
– É sobre algumas modificações que precisamos que sejam feitas no seu livro.
– Mas eu sou professor de matemática, filha…
– Sim, mas tem uns problemas.
– Meu livro é para o ensino fundamental…
– Então. O seu caso é simples, o senhor vai ver.
– Fale…
– Logo no início, nos exercícios de adição. Tem o exercício 6 na página 23, “João não conseguia dormir então começou a contar os carneirinhos que, na sua imaginação, pulavam uma cerca”.
– E qual o problema?
– O problema é que os carneirinhos pulando a cerca são uma crítica velada aos enclosements ingleses e uma referência à acumulação primitiva do capital. Propomos mudar para “franguinhos entrando no navio, que o pujante agronegócio brasileiro exporta para a Europa”.
– Ninguém conta frangos para dormir.
– Justo, por causa da ideologia que sataniza o produtores rurais que põem comida na nossa mesa. Tem outro, mais para frente, na página 32, o exercício 7 diz que “Rita tinha 18 bananas e comeu 4”. Bananas é uma referência ao Brasil como uma Banana Republic, não pode.
– Troca por laranjas.
– Aí seria uma crítica aos prestadores de serviço financeiros que ajudam os empresários a impedir que o governo tome seu dinheiro através dos impostos. Trocamos por abacaxis.
– Abacaxis? Ninguém come quatro abacaxis.
– Sim, também trocamos “comeu 4” por “vendeu 4 livremente realizando um justo lucro por seu esforço”.
– As crianças de 8 anos vão entender isso?
– Vão entender se for explicado, se a ideologia deixar de ocultar delas como as relações comerciais fazem justiça a quem produz.
– Ah, tá. Mais alguma coisa?
– Tem mais umas coisinhas, eu mando por e-mail. Mas o mais grave é a parte final do livro. Precisamos marcar uma reunião para rever os capítulos 7 e 8.
– Divisão?
– Isso. Divisão é um conceito marxista que não pode ser usado para doutrinar as criancinhas.
– Mas como as crianças vão aprender aritmética sem divisão?
– Nossos especialistas estão finalizando uma proposta. A ideia geral é mostrar que a divisão pode ser correta, desde que a operação reflita que, por exemplo, 100 reais divididos por 100 pessoas resulte em 99 reais para uma e o real restante dividido entre as outras 99.
– Mas isso acaba com a Matemática!
– Acaba com a Matemática Igualitária e Comunista que imperou até hoje, professor, e a substitui por uma matemática mais justa! Já temos até um projeto de lei para ser apresentado ao Congresso tornando obrigatório o ensino da Matemática Meritocrática!
Fonte: http://www.pt.org.br/dilma-escola-sem-partido-e-escola-sem-alma-sem-debate-sem-posicao/

O impacto de bons professores no aprendizado dos alunos
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Maria Alice Setubal

Maria Alice Setubal




Entre 2012 e 2015, os recursos destinados à capacitação de professores caíram 67,8% no país, de acordo com o jornal "O Estado de São Paulo". Com a redução do investimento, houve uma queda de 26% no atendimento aos professores. Segundo a reportagem, todas as modalidades de curso perderam alunos, mesmo os de Ensino a Distância (EAD). Também cursos semipresenciais passaram a ser na modalidade EAD. Outros cursos foram descontinuados, como a Redefor - Rede de São Paulo de Formação de Docentes.
Considerando nossos baixos indicadores de aprendizagem e ainda o fato de mais de 40,8% dos professores da Educação Básica não serem formados na disciplina que lecionam (conforme o Censo Escolar de 2014) esses dados são realmente preocupantes. Temos afirmado que a qualidade da nossa educação tem relação direta com a qualidade de nossos professores. Diversos estudos nacionais têm apontado as deficiências do professor, destacando a importância fundamental de uma mudança tanto na formação inicial do professor como na formação continuada e em serviço (dentro da escola), assim como na implantação de planos de salários e carreira condizentes com a importância da função docente.
No momento em que diversos países discutem a importância da educação ao longo de toda a vida, é assustador pensar que um estado como São Paulo reduza o investimento no maior ativo da educação, que é o professor.
A conhecida revista britânica "The Economist" colocou como capa de sua edição de meados de junho o tema "como fazer um bom professor", desmitificando as vocações ou soluções mágicas e enfatizando a importância da profissionalização docente. Segundo a publicação, é fundamental que os professores adquiram experiências de sala de aula e possam contar com escolas e instituições que tratem sua formação com rigor e possibilitem o seu contato com os colegas e a comunidade. A revista cita um estudo americano que demonstra que em um único ano os professores tidos como os 10% melhores impactam três vezes mais a aprendizagem dos alunos que os 10% piores.
Em outra edição, a mesma revista apresentou um dossiê sobre inteligência artificial, destacando o papel da educação diante das novas tecnologias e demonstrando tanto a importância de um ensino adaptativo de acordo com as características e níveis de cada aluno, como o fato de que a educação ao longo da vida é uma realidade. Nesse contexto, o aprender continuamente, o reaprender e a atualização de novos conteúdos são dimensões mais importantes do que o aprofundamento de um tema ou disciplina.
No entanto, a predominância de cursos curtos ou mais rápidos no mundo contemporâneo não significa que a educação básica perdeu sua importância. A ênfase dada à necessidade de uma sólida fundamentação nas habilidades de letramento e matemática é considerada como condição ainda mais vital para apropriação constante de novos conhecimentos.
A educação ainda é um desafio na sociedade contemporânea. Em um país como o Brasil, onde ainda não alcançamos níveis básicos na qualidade da aprendizagem de nossas crianças e jovens, negligenciar a formação dos professores é um risco de não só não avançarmos nos indicadores como comprometermos ainda mais as atuais e futuras gerações.
Estamos arriscando o futuro do país. 
Fonte:http://educacao.uol.com.br/colunas/maria-alice-setubal/2016/07/19/o-impacto-de-bons-professores-no-aprendizado-dos-alunos.htm

MARIA ALICE SETUBAL

Maria Alice Setubal, a Neca Setubal, é socióloga e educadora. Doutora em psicologia da educação, preside os conselhos do Cenpec e da Fundação Tide Setubal e pesquisa educação, desigualdades e territórios vulneráveis.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Por que quer o FMI menos professores em Portugal?
28 de Junho, 2016
O FMI apresenta esta quarta-feira um livro com algumas das suas principais sugestões dos últimos anos para colocar a economia portuguesa a crescer. No que diz respeito às contas públicas continua a recomendar um controlo dos gastos com salários dos funcionários públicos, em especial com professores.

veja o vídeo completo em  https://www.facebook.com/papodeprofessorconectado/

Fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/multimedia/videos/detalhe/por_que_quer_o_fmi_menos_professores_em_portugal.html




Sindicato diz que redução de docentes é incompatível com melhor educação

PAULO NOVAIS(Arquivo)

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) contestou hoje o relatório dos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal, alegando que a redução de docentes é incompatível com a melhoria da educação.

O sindicato refere-se ao documento "Da crise à convergência: traçar um rumo para Portugal", editado em livro e cuja apresentação decorreu hoje na Nova School of Business and Economics, em Lisboa.
"A recomendação da rápida diminuição de professores, a contenção de progressões, entre outros cortes envolvendo custos com funcionários, em nada contribui para melhorar o sistema de ensino", afirma o SIPE em comunicado.
O SIPE considera "completamente injustificáveis" as considerações do FMI sobre o ensino em Portugal: "Este cenário já o país conhece, daquilo a que assistimos nos últimos anos".
A estrutura sindical sublinhou que as alterações introduzidas ao longo dos últimos anos, como a criação de grandes agrupamentos escolares, o aumento do número de alunos por turma e a redução de disciplinas ligadas às artes, deixaram milhares de professores desempregados.
"O relatório assinado pelo chefe da missão do FMI em Portugal, Subir Lall, refere haver uma necessidade de adequar a dimensão dos serviços educativos, tanto a nível da rede escolar como do número de professores, alinhando o nível do pessoal com a diminuição da população em idade escolar", frisa o SIPE, contestando que a eficiência defendida pelos técnicos do Fundo Monetário Internacional se faça à custa de mais cortes no setor.
Subir Lall assinou o relatório juntamente com outros dois economistas do FMI, Dmitry Gershenson e Albert Jaeger, intitulado "Da crise à convergência: traçar um rumo para Portugal".
No documento, os três economistas olham para o que Portugal alcançou durante o resgate financeiro e indicam o que consideram que o país deve fazer para ultrapassar os desafios que se colocam, sendo que este relatório não representa necessariamente a visão do Conselho de Administração do FMI.
O chefe de missão do FMI defendeu no relatório, divulgado na terça-feira, que os ganhos de competitividade alcançados nos últimos anos "têm de ser mantidos" e que a sua sustentabilidade "não pode ser tomada como garantida".
Afirmou igualmente que Portugal não precisa de mais investimento público em infraestruturas para promover o crescimento, considerando que é preciso reforçar a educação para melhorar as competências dos trabalhadores.
Segundo a mesma fonte, Portugal deve apoiar a criação de emprego dos trabalhadores com baixas qualificações, combinado reformas direcionadas para estas pessoas com uma "política de salário mínimo prudente".
Fonte : http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-06-29-Sindicato-diz-que-reducao-de-docentes-e-incompativel-com-melhor-educacao

Em ato pela educação, trabalhadores são agredidos e presos

CNTE e organizações parceiras ocuparam MEC pela manhã e um dos manifestantes foi encaminhado à delegacia

Escrito por: Luiz Carvalho • Publicado em: 29/06/2016 - 10:24 • Última modificação: 29/06/2016 - 12:52



O golpista Michel Temer deu mais uma demonstração de como será o tom da conversa com os movimentos sociais caso o golpe se consolide. Em um ‘trancaço’ no MEC (Ministério da Educação) promovido pela CNTE e parceiros da educação na manhã desta quarta-feira (29), trabalhadores foram detidos e agredidos pelos seguranças.

O professor de matemática Fernando Lima Santos foi preso enquanto pregava uma faixa no 6º andar do prédio ao lado de outros dois trabalhadores e permaneceu desparecido até o final a manhã. Neste momento, ele deixou a Polícia Feeral, onde prestou depoimento e foi liberado sem a instauração de nenhum procedimento. Também entre os agredidos estava o professor Arnaldo Araújo, da Apeoep (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), ferido por uma tesoura pelos seguranças do ministérios.

Segundo os manifestantes, a ação foi comandada pelo secretário Executivo Adjunto do MEC, Felipe Sartori Sigollo.

Apesar da truculência, a ocupação continua. Neste momento, cerca de 80 pessoas estão dentro do ministério e outras 500 bloqueiam a entrada para alertar o povo brasileiro sobre os ataques do golpista Michel Temer à educação com políticas de arrocho e sucateamento.

O ‘trancaço’ por educação, democracia e defesa de direitos ataca ações que, sob alegação de equilíbrio fiscal, pretende reduzir recursos e ameaçam a política salarial dos servidores públicos com o encerramento a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério e desvinculam os gastos obrigatórios do Estado com o ensino.

Os manifestantes alertam ainda para o desmonte do Fórum Nacional da Educação e denunciam a anulação pelo governo da portaria que nomeavam representantes para o Conselho Nacional da Educação.

“Estamos aqui para dizer que não aceitaremos nenhum retrocesso na política da educação e que não há margem para negociar o descumprimento das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), manipular as políticas inclusivas nas escolas e retirar medidas que permitam à sociedade participar das formulações de políticas educacionais como o conselho”, explicou a secretária de Relações Internacionais da CNTE, Fátima Silva.

Em manifesto que divulga durante o ato, a CNTE aponta que a “a decisão do governo interino e golpista de Michel Temer em desvincular por 20 anos os recursos previstos na Constituição Federal para a educação e a saúde (PEC 241/2016), e de promover arrocho salarial pelo mesmo período de tempo aos servidores públicos da esfera federal (PLP 257/2016)– com impacto brutal sobre a imensa maioria que não integra as carreiras Típicas de Estado e que está longe de ganhar os altos salários da República, devendo o arrocho se estender aos estados na forma do PLP 257/16 –, além de contrariar a falsa promessa desse governo de não comprometer o financiamento das políticas sociais.”

De acordo com a organização, “além de desvincular as receitas orçamentárias da educação e da saúde, flexibilizando o texto constitucional, o governo interino e golpista apoia deliberadamente os projetos de lei nº 4.567/16 (numeração da Câmara Federal para o PLS 131, do senador José Serra, atual ministro de Relações Exteriores) e nº 6.726/13 (do deputado Mendonça Filho, atual ministro da Educação). Esses projetos pretendem enfraquecer e privatizar a Petrobras e romper com o regime de partilha do Pré-sal, entregando as riquezas petrolíferas para o capital internacional e desvinculando os repasses dos Royalties e do Fundo Social para a educação e a saúde.”

Os trabalhadores na educação denunciam também que a “desvinculação orçamentária na Constituição, as mudanças nas leis do petróleo, até então previstas para financiar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), também visam priorizar o pagamento da dívida pública por meio da contenção de despesas nas áreas sociais.”

Para a CNTE, os desequilíbrios fiscais poderiam ser combatidos com medidas que não onerassem justamente quem mais precisa das políticas públicas.

“Os alegados desequilíbrios fiscais na economia brasileira, em proporções pouco esclarecidas, até o momento, certamente se devem mais às desonerações fiscais, à sonegação e sub cobrança de impostos patrimoniais - em especial sobre as propriedades dos ricos -, além da resistência dos políticos em regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas e de taxar os lucros e dividendos dos investidores em bolsas de valores, do que propriamente ao resgate da imensa dívida social promovido em parte na última década.”

A confederação e seus sindicatos filiados afirmam também que “lutarão contra a aprovação da PEC 241, pois o congelamento dos investimentos sociais nos próximos 20 anos é inconcebível com a demanda da sociedade por mais e melhores serviços públicos. No caso da educação, a nefasta PEC, ao lado do PLP 257, atinge de morte as metas de inclusão do PNE, a política de valorização salarial do magistério, a perspectiva de implementar o piso e as diretrizes nacionais de carreira para todos os profissionais da educação, além de estimular as parcerias público-privadas por meio de Organizações Sociais para gerência de escolas e redes de ensino.

Fonte: http://cut.org.br/noticias/cnte-ocupa-ministerio-contra-o-golpe-na-educacao-1f28/

terça-feira, 28 de junho de 2016

 Trapalhadas da SEE causam prejuízos a docentes e 

salas de leitura

A atual administração da Secretaria de Educação parece estar perdida entre a falta de um projeto educacional e as ordens do governo para reduzir despesas a qualquer custo. 

Não satisfeitos com a bagunça causada na vida de muitos agentes de organização escolar, obrigando-os a escolherem locais de trabalho pelos quais não optaram, os burocratas, desta vez, apontaram sua artilharia de incompetência e desorganização para os professores categoria F e O e para os readaptados, covardia administrativa com educadores de vínculos e condições de trabalho mais frágeis.
E, de quebra, mais uma vez atingiram as salas de leitura, ambiente que não consegue se firmar no currículo escolar em razão da concepção equivocada dos burocratas da pasta: o espaço curricular que deveria ter destaque no cenário educativo é visto pela burocracia como local para abrigar professores com poucas aulas e depósito para alunos em aulas vagas. 

Apesar das dificuldades impostas pela pauperização das condições de trabalho, os professores de categoria F e os readaptados vinham tocando o seu trabalho nas salas de leitura baseados em atribuições feitas conforme duas resoluções (70/2011 e 14/2016) da secretaria. 

No entanto, neste quase final de junho, talvez animados pelo excesso de festas juninas e com a garganta apertada pelo governo para reduzirem despesas, os burocratas da Coordenadoria Geral de Recursos Humanos (CGRH) soltaram um "boletim", com o pomposo nome de Boletim Informativo, sob o desconfiado número 13, em que obrigavam:
a) os professores da categoria F, regentes de trabalho em sala de leitura conforme atribuição orientada pela Resolução SEE 14/2016, a deixarem o posto e escolherem aulas vagas ou disponíveis regidas pelos docentes da categoria O;
b) o gestor escolar a atribuir os trabalhos docentes na sala de leitura aos professores readaptados. 

As consequências desse desastre administrativo foram imediatas: professores sem aula, tendo que se deslocar para outras escolas, outras diretorias e até outros municípios para recompor sua jornada docente e um festival de imposições nas escolas, com a equivocada interpretação de que esse espaço deveria ser preenchido por docentes readaptados, independentemente do seu laudo médico e do rol de atividades que limita sua atuação na escola. 

É possível imaginar, para quem conhece minimamente a dinâmica de uma escola e de uma rede de ensino, o transtorno que isso causou, o desconforto, a desumanidade e o desrespeito ao entendimento do que é uma sala de leitura. 
Não foi sem razão que, alegando terem ouvido sugestões das diretorias de ensino (surpresa, pois estes órgãos nunca se posicionam e apenas cumprem ordens superiores), suspenderam a desastrosa operação de desmanche e imposição de prejuízos à saúde profissional e emocional de centenas de docentes e à saúde curricular das salas de leitura. 

Algumas perguntas ficam no ar, depois de tantas idas e vindas: até quando a burocracia da SEE vai continuar se achando no direito de pôr e dispor sobre a vida profissional dos docentes? 
Até quando a máquina burocrática paquidérmica continuará legislando sem ouvir os interessados e sem efetivar o diálogo entre os órgãos de sua estrutura, atropelando resoluções por meros boletins? 
Até quando a burocracia da SEE vai continuar insistindo em desconhecer uma concepção mais atual de sala de leitura, voltada para a mediação da leitura e para a escolha do mediador com base no seu perfil e não no vínculo profissional? 

Docentes, educadores, gestores, educandos, comunidade... Ninguém aguenta mais tamanha falta de sensibilidade, de planejamento e de mesquinharia administrativa. 

Com a palavra o secretário estadual de Educação. 

*Carlos Giannazi é deputado estadual pelo PSOL e membro titular da Comissão de Educação e Cultura.
Fonte:Diário Oficial do Estado – Poder Legislativo – terça-feira, 28 de junho de 2016 –
página 02

terça-feira, 17 de maio de 2016

Professor tem formação melhor na escola pública do que na particular


Professores da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental da rede pública têm melhor formação teórica do que os das escolas privadas. (Foto: Reprodução)

Professores da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental da rede pública têm melhor formação teórica do que os das escolas privadas. (Foto: Reprodução)

Os professores da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental da rede pública têm melhor formação teórica do que os das escolas privadas.
Isso vale para duas métricas: percentual de docentes com ensino superior completo e com currículo adequado ao que a lei determina. Formação universitária apropriada para lecionar, porém, não é garantia de qualidade. O excesso de teoria nos cursos de pedagogia e licenciatura e a distância com a realidade podem prejudicar o ensino. Essas conclusões estão em um estudo coordenado por Fernando Abrucio, da Fundação Getulio Vargas. Em 2014, a fatia de professores do ensino infantil na rede pública com nível superior completo e formação em pedagogia era, respectivamente, de 80% e 50%. Nas escolas privadas, esses percentuais atingiram 65,6% e 32,8%, respectivamente. (Folhapress)
Fonte : http://www.osul.com.br/professor-tem-formacao-melhor-na-escola-publica-do-que-na-particular/

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Justiça livra a aposentadoria de professor do fator previdenciário

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Rio – A Justiça Federal confirmou que professores do Ensino Fundamental não precisam se submeter às regras do fator previdenciário no cálculo da aposentadoria. A Turma Nacional de Uniformização (TNU) da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais, no Espírito Santo, determinou que os docentes têm esse direito por lei que trata do benefício especial (25 anos de contribuição para mulheres e 30 para homens). Com o fator, que leva em conta a expectativa de vida dos trabalhadores, o benefício têm perda de até 40% na hora.
Ao acolher pedido de revisão de uma professora, a TNU condenou o INSS a excluir o fator do cálculo do benefício. A docente também tem direito a receber os atrasados. De acordo com o relator do processo na TNU, juiz federal João Batista Lazzari, a Constituição garante aposentadoria ao professor com redução do tempo devido à especificidade da atividade profissional. O objetivo é protegê-los do desgaste físico e mental, livrando o pessoal de prejuízo à saúde.
Segundo especialistas, a decisão da TNU reforma a posição do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já proferiu decisões favoráveis neste sentido.
A autora do processo analisado pela TNU chegou a perder a ação em instâncias inferiores. Ela reivindicava que o benefício teria que ser concedido baseado na média dos maiores salários de contribuição correspondente a 80% de todo o período recolhido ao INSS, mas sem a incidência do fator previdenciário.
Inicialmente, o pedido foi negado pela Seção Judiciária de Santa Catarina, que alegou que a aposentadoria de professor, mesmo com regras próprias, não deixava de ser um benefício por tempo de contribuição e deveria respeitar a regra do fator. A segurada recorreu e conseguiu a decisão favorável da TNU.

Fonte: http://www.saibaseusdireitos.org/

Ministro da Educação defende crescimento do piso salarial do professor


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou, nesta terça-feira, 10, a importância de uma carreira sólida para o magistério, que passa pela valorização profissional e pelo aumento real do salário dos professores para uma educação de qualidade. Ele participou, em Brasília, do 1º Encontro Nacional dos Fóruns Permanentes de Educação – Direito à Educação para uma Sociedade Democrática.
“Se não continuar havendo um crescimento sustentável do piso salarial, nós não teremos qualidade da educação nesse país”, disse o ministro. “Sem carreira e sem salário é muito fácil falar em qualidade da educação; difícil é ir para a sala de aula e trabalhar 40 horas semanais ‘comendo’ pó de giz para receber um piso de R$ 2 mil.”


Organizado pelo Fórum Nacional de Educação (FNE), o encontro teve a participação das secretarias de educação dos 26 estados e do Distrito Federal e das 50 entidades que formam o fórum. Os debates abordaram as políticas de valorização profissional, o Plano Nacional de Educação (PNE), a Conferência Nacional de Educação (Conae) em 2018 e a Base Nacional Comum Curricular (BNC). Mercadante destacou que o Ministério da Educação lançou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Sinaeb), na semana passada.
Para o ministro, o Fórum Nacional de Educação (FNE) teve atuação fundamental na construção e na implementação do PNE e nos planos dos estados e municípios, bem como na construção da Base Comum Curricular, que está em fase de avaliação no Conselho Nacional de Educação (CNE).
Na solenidade, Mercadante assinou portaria que institui a Rede de Assistência Técnica dos Planos de Carreira e Remuneração, que tem como objetivo estabelecer o diálogo entre o MEC e as secretarias estaduais e municipais de educação para a cooperação técnica na criação e aprimoramentos dos planos de carreira dos professores.

Carta para a juventude de 1964 e a de hoje

11/05/2016 às 9:40, por Carina Vitral.
Presidenta da UNE publicou artigo hoje no jornal Folha de S. Paulo argumentando contra o golpe de Dilma Rousseff
O dia 1º de abril de 1964 ficou marcado pelo início da ditadura militar que mergulhou o Brasil no obscurantismo por duas décadas. O símbolo desse momento foi o incêndio da sede da UNE na praia do Flamengo, no Rio.
Apenas agora, 52 anos depois, a UNE está prestes a reinaugurar sua sede e espera, junto com ela, manter viva a memória da mocidade que entregou a vida à causa democrática em nosso país. Ninguém foi mais perseguido e torturado pela ditadura do que a mocidade que se levantou contra o golpe.
Os tempos são outros, é bem verdade. O Brasil é outro. A UNE também é outra. Nossa “mocidade” agora é mais jovem do que nunca. Mas, ainda hoje, temos a democracia em nosso DNA. Não existe causa mais importante para UNE do que a democracia. É ela que nos une.
É ela também que nos conecta com a mocidade de 64, que lamentava o destino do país, mas buscou coragem e força na esperança de um futuro democrático para enfrentar os dias de tormenta autoritária.
O pesadelo de um Estado de exceção não veio, como muitos querem fazer parecer, pelos coturnos dos militares, pelo menos em um primeiro momento.
O pesadelo foi gestado nos corredores do Congresso, em reuniões de bilionários, em capas de jornais, em protestos pacíficos contra a “corrupção e a ameaça comunista” e na construção de um clima político de ódio, favorável a um golpe de Estado.
A UNE é uma das poucas entidades que sobreviveram a todo esse período, mesmo que na clandestinidade, por se posicionar decisivamente contra o golpe. E por isso mesmo tem a obrigação histórica de se posicionar novamente em relação aos acontecimentos atuais.
Os estudantes foram parte fundamental na luta pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Sabemos bem que impeachment é um mecanismo constitucional que impede um presidente de continuar seu governo depois de cometer crime de responsabilidade, exatamente como ficou comprovado com Collor depois de uma longa CPI e um processo que lhe garantiu o mais amplo direito de defesa.
Temos a convicção de que seremos julgados um dia sobre nossa posição no conturbado ano de 2016, quando a juventude do futuro avaliar os dias de hoje sem as paixões e as simplificações que contaminam o ambiente político.
É nesse contexto que a UNE, a despeito das críticas faça ao governo da presidente Dilma Rousseff, em especial aos cortes na educação,defende a manutenção do Estado de Direito. Defende que o impeachment de uma presidente eleita sem a caracterização de crime de responsabilidade é casuísmo puro. É falta de compromisso com as regras democráticas. E, sem respeito às regras, estamos todos namorando o perigoso caminho do “vale-tudo”.
As universidades coloridas de esperança e diversidade, com todos os tons do povo brasileiro, são a prova de que uma possível derrota, mesmo que amarga, continuará tendo feito toda a luta valer a pena. Das ruas tomadas por homens que lutam e sonham nascerá o novo. A resistência democrática deve ser a chave para o para o futuro, não para o passado.
Fonte :http://www.une.org.br/noticias/carta-para-a-juventude-de-1964-e-a-de-hoje/

Estudantes conseguem todas as assinaturas para a CPI da Merenda

Após ocuparem a Assembleia Legislativa em São Paulo na semana passada, os secundaristas conseguiram todas as 32 assinaturas necessárias para que a CPI da Merenda seja aberta na Alesp.

Em mais um dia de manifestações, movimentos estudantis confirmaram mais uma conquista: todas as assinaturas necessárias para a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a Máfia da Merenda foram recolhidas.
A vitória ocorre após uma ocupação ocorrer na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na semana passada, quando secundaristas invadiram e ocuparam o plenário e galeria.
Com a opinião pública a favor, era inevitável a pressão contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Casa, o deputado Fernando Capez (PSDB), principal investigado na chamada Máfia da Merenda.
Porém, segundo o deputado estadual Alencar (PT), não é “a mesma CPI”. “A base do Alckmin apresentou novo pedido, ou seja, não é o pedido da oposição”, disse o deputado em entrevista ao Democratize.
“Estão dando um golpe para terem o controle da CPI e também incluíram os municípios na investigação”, denunciou o deputado, que afirmou que o objetivo é “tirar o governo do estado do foco central da investigação”.
Foto: Felipe Malavasi/Democratize
A decisão coincide com mais uma manifestação secundarista em São Paulo, ocorrida na manhã desta terça-feira (10) na região do centro da cidade. Centenas de estudantes ocuparam as ruas exigindo uma alimentação adequada nas ETECs e escolas estaduais.
Até o último levantamento feito pelo Democratize, eram mais de 20 escolas ocupadas ao redor do estado — com foco nas ETECs e na região metropolitana e capital.
Em sua última coletiva, o deputado Fernando Capez já havia afirmado ser “favorável” a abertura de uma CPI da Merenda na Alesp.
Porém, segundo ele, a abertura de uma CPI não ocorreria por conta da ocupação na Alesp e nas demais escolas estaduais, e sim por causa de “reuniões que já haviam ocorrido anteriormente” entre os deputados e lideranças políticas.
O deputado estadual Carlos Giannazi, do PSOL, denunciou recentemente o modo como os partidos da base do governo Alckmin tem tratado a questão da Máfia da Merenda na Casa:
“Na reunião desta terça-feira (dia 10) da Comissão de Educação e Cultura da ALESP, na qual estava acordado o depoimento do ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governador Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, para explicações sobre as denúncias que pesam sobre ele a respeito de desvios de verbas da merenda da rede estadual de ensino, houve uma evasão dos deputados da base de apoio ao Palácio dos Bandeirantes, que não compareceram, o que levou ao encerramento dos trabalhos logo que abriram (só havia 5 deputados membros efetivos da CEC — 3 da oposição e 2 da situação — para um total de 11, e o quórum mínimo era de 6).”
A presidente da UBES, Camila Lanes, que esteve presente na ocupação da Alesp na semana passada, celebrou a vitória parcial dos estudantes sobre a CPI.
Em conversa com o Democratize, Camila diz que “por mais que a conjuntura e a maneira como foi feita a abertura da CPI não seja da forma como queremos, isso só demonstra cada vez mais que devemos continuar com uma mobilização permanente sobre tudo o que acontece no Brasil e em São Paulo”. A líder estudantil ainda lembrou que a Alesp é formada por uma ampla maioria governista que tem feito o possível para driblar a abertura de uma investigação na Casa sobre a Máfia da Merenda.
Para Emerson Santos, da UPES, trata-se de uma vitória: “O alvo do objeto de investigação da CPI do suco a limitava apenas nos contratos (da COAF), e com esta nova CPI o objeto de estudo passa a ser a partir do fornecimento”.
Já para Flávia da UEE o que vale é o resultado da mobilização após a ocupação feita na Alesp. “Agora temos uma CPI ampla. É objeto da CPI os agentes públicos, prefeituras e governo do estado. Uma vitória dos movimentos sociais”, disse ao Democratize.
Fonte:https://medium.com/democratize-m%C3%ADdia/estudantes-conseguem-todas-as-assinaturas-para-a-cpi-da-merenda-4a38de7e92df#.2wkgybqir