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quinta-feira, 30 de abril de 2015

POLICIAIS SÃO PRESOS PORQUE SE RECUSAM ATACAR OS PROFESSORES


Ontem,  no Paraná,foram presos 17 policiais  porque se recusarem a participar do cerco aos professores e da violenta repressão que transformou a praça da ALEP em um verdadeiro campo de guerra. Os professores estavam nas proximidades da Assembleia Legislativa do Paraná para acompanhar a votação do projeto absurdo do governo que  que autoriza a mexer no fundo de previdência dos servidores do Estado.



https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144.113963.488356901209621/967434959968477/?type=1&theater

No Paraná, policial que não reprime professor é preso


abril 29, 2015 20:44

No Paraná, policial que não reprime professor é preso

 

 De acordo com a Polícia Militar do Paraná, que atacou manifestantes e professores em frente à Assembleia Legislativa, 17 PMs que se recusaram a participar do cerco foram detidos; prefeito de Curitiba já apelou ao governador tucano, Beto Richa, que mande a polícia parar com a repressão 

Por Redação 
Se é possível extrair algum tipo de notícia positiva da manifestação de professores e funcionários públicos no Paraná desta quarta-feira (29) é que nem todos os policiais convocados para reprimir a população concordam com a decisão do governador Beto Richa (PSDB). Ao menos dezessete PMs se recusaram a participar do cerco contra os manifestantes em frente à Assembleia Legislativa do estado e, por descumprir as ordens, foram presos. As informações foram fornecidas pela própria Polícia Militar ao jornal O Estado de São Paulo.
De acordo com a prefeitura de Curitiba, 213 pessoas que protestavam contra um projeto de lei do governador Richa que altera a previdência dos funcionários públicos ficaram feridas em meio a bombas de gás e balas de borracha desferidas pela PM. 
Até cachorros pit-bull chegaram a ser utilizados. 
Diante do cenário de guerra, a prefeitura disponibilizou dezenas de agentes de saúde para acolher a população ferida e liberou os funcionários públicos que estavam trabalhando e crianças que estavam nas creches.
“Estamos fazendo o possível para atender os feridos na Prefeitura, mas nossa capacidade é limitada. Faço um apelo ao governador, Secretaria de Estado da Segurança Pública e Assembleia. Por favor. Momento é de pacificar. Já temos muitos feridos aqui”, apelou o prefeito Gustavo Fruet (PDT).
fonte :http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/04/no-parana-policial-que-nao-reprime-professor-e-preso/

OS PROFESSORES SÃO ASSIM TÃO PERIGOSOS ?




Foto de EcoDesenvolvimento.org.

fonte: https://www.facebook.com/tirasarmandinho

GREVE DE PROFESSORES:O OUTRO LADO QUE A TV NÃO MOSTRA PARTE 2

PM de Beto Richa usa gás lacrimogêneo, bombas e balas de borracha contra manifestantes: Há 150 feridos, oito em estado mais grave, diz o Samu

publicado em 29 de abril de 2015 às 17:50
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Créditos das fotos: Mulher ferida, no topo, de Jornalistas Livres; homem ferido, de Giuliano Gomes /PRPRESS, via Affonso Cardoso; as demais, de Ivonaldo Alexandre e Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Batalhão de choque entra em confronto com manifestantes no Centro Cívico.SERVIDORES X GOVERNO
PM e manifestantes entram em confronto e sessão continua; siga votação e protestos
Atualizado em 29/04/2015 às 17h20
O clima é tenso no Centro Cívico durante a manifestação dos professores da rede estadual que estão em greve contra o projeto de mudanças na Paranáprevidência. Por volta das 15h horas desta quarta-feira, policiais militares e manifestantes entraram em confronto na frente da Assembleia Legislativa.
Imagens mostram que os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água são lançados contra os manifestantes.
Segundo o Samu, há 150 pessoas feridas, 42 delas foram encaminhadas para o Hospital Cajuru e oito estão em estado grave.
Também há outros feridos sendo atendidos no Centro Médico do Tribunal de Justiça, mas ainda não há total de atendimentos lá. 
Quatro ambulâncias fizeram atendimento no local. Muitos professores e manifestantes feridos são atendidos na rua e na prefeitura.
Até o momento, cinco pessoas foram presas.
O prefeito Gustavo Fruet (PDT) disse que até o momento houve 34 pessoas encaminhadas ao hospital e mais de 100 atendimentos. 
O prédio da prefeitura está aberto para o acolhimento de feridos na a ação da polícia contra os manifestantes no Centro Cívico.
 As ambulâncias não foram suficientes e equipes da Guarda Municipal foram acionadas para ajudar no deslocamento dos manifestantes feridos.
Fruet repassou as informações em uma entrevista a jornalistas durante o confronto, por volta das 16 horas. Durante a conversa, bombas de gás lacrimogêneo continuavam sendo disparadas pela polícia. O prefeito disse que a ação do governo do estado tem um grau violência desnecessário. “Há dias a prefeitura vem alertando da desproporcionalidade da força.”
O Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Centro Cívico , que atende cerca de 150 crianças, entrou em contato com os pais das crianças para que fossem buscá-las com urgência. Algumas delas estavam passando mal por causa do gás lacrimogênio utilizado pelos policiais.
Imagens da RPCTV mostram a confusão no Centro Cívico.
Dentro da Alep
Mesmo com o tumulto do lado de fora, deputados estão votando o projeto de mudanças na Paranáprevidência. 
Houver bate-boca entre os deputados e a sessão chegou a ser interrompida, mas a discussão foi retomada.
O deputado Tadeu Veneri disse que o governo vai conseguir aprovar projeto, mas questionou o preço a ser pago. “Este é um momento triste do parlamento”.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou o parecer do relator das emendas feito pelo líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB).
Em sessão relâmpago, os deputados aprovaram quinze emendas e substitutivos e mandaram o projeto para plenário. 
A tendência é de que apenas três emendas sejam aprovadas em plenário.
Acompanhe as manifestações e votação na Assembleia Legislativa do Paraná do pacote que vai retirar dinheiro das aposentadorias dos professores públicos.
Fonte : http://www.viomundo.com.br/denuncias/policia-do-tucano-beto-richa-usa-gas-lacrimogeneo-e-balas-de-borracha-contra-manifestantes-ha-150-feridos-oito-em-estado-mais-grave-diz-o-samu.html

GREVE DE PROFESSORES:O OUTRO LADO QUE A TV NÃO MOSTRA PARTE 1

Ricardo Pazello: Desde Curitiba, um relato em praça de guerra

publicado em 30 de abril de 2015 às 08:24
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Relato em praça de guerra
por Ricardo Prestes Pazello*
Duas e quarenta e cinco. O povo estava na rua, era o soberano – ao menos, assim parecia – do centro político do estado do Paraná, a praça Nossa Senhora de Salete. Sempre que trabalhadores, empunhando seus estandartes, tomam este espaço público, é sinal de que a vitalidade da organização popular não se perdeu e é definitivamente importante parar para ouvir o que reivindicam.
Em solidariedade à classe trabalhadora, lá estávamos minha companheira e eu, assim como tantas outras pessoas que se irmanaram pelo mesmo sentimento.
Vozes, rostos, cores, ideologias, coletivos e bandeiras de todos os matizes embonitavam a praça. O Centro Cívico parecia honrar seu próprio nome, superando inclusive o peso conservador que toda menção ao civismo costuma aportar. A beleza do momento não apagava, porém, a tensão instaurada.
Cada entidade sindical, cada movimento social, cada coletivo político, cada grupo estudantil, cada organização popular trazia suas palavras de ordem marcadas por críticas ao governador do Paraná e sua proposta de austeridade previdenciária, aos deputados estaduais que aceitavam votar e aprovar um projeto de lei para desmantelar a previdência social do estado, ao chefe da segurança pública que defendia cegamente a ardilosa estratégia político-militar de seu comandante-geral e aos milhares de policiais que, como jagunços, guardavam o prédio da assim chamada “Casa do Povo”. O conteúdo de todas as conversas não era diferente.
Lembro-me bem de ter visto a marcha de um movimento por moradia que se despedia da concentração dos professores. Estávamos chegando à praça e, enquanto íamos cumprimentando vários amigos e companheiros de organização popular em frente ao portão de entrada da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP), ao fundo, víamos a polícia se perfilando, em especial o batalhão de choque, como se uma guerra fosse iminente.
A movimentação militaresca era imponente e em um dado momento começou a causar espécie. Por que aquelas personagens fardadas, com roupas camufladas, de capacetes e armamento vistoso se movimentavam tanto?
Entre os manifestantes, a polvorosa também iniciou. A batucada e suas marchas-lutas davam passagem a uma pequena teatralização em que cerca de vinte pessoas vestidas de preto e com fitas coladas nos lábios arrancavam olhares de cumplicidade e, por vezes, lágrimas dos presentes. Do caminhão de som, eram emitidas informações e orientações.
Às duas e quarenta e cinco foi anunciado que a sessão do legislativo iniciaria normalmente. Isto queria dizer que todas as tentativas de dissuadir os idólatras do governador foram frustradas. Ato contínuo, o som do caminhão aumentou seu volume e todas as vozes individuais e coletivas falaram mais alto: “Retira, retira, retira”! (secundariamente, uma disputa entre o caminhão e o chão: “retira ou rejeita!” versus“retira ou ocupa!”).
Bomba e fumaça. Era tudo o que os sentidos podiam captar. Não me lembro exatamente, mas de repente, já estava de costas para a Assembléia (e para os policiais), andando apressadamente, na direção oposta à da Casa do Povo. Em poucos segundos, as pessoas com as quais conversava desapareceram. À minha frente, apenas costas em correria, pontas de bandeiras e um cenário embaçado.
Ainda tive presença de espírito – de não muita valia para o momento – e comecei a gritar: “devagar, calma, vamos andar mais devagar!”.
Isto porque o empurra-empurra já havia começado. Eu já levara alguns encontrões e muitas pessoas gritavam e choravam. Cair e ser pisoteado seria muito pior. Até consegui criar uma pequena zona de influência mas logo a realidade veio com argumento mais forte: “Olha a bomba”, me disse alguém.
Eu vi a fumaça específica da bomba, mas continuei caminhando normalmente, para dar o “exemplo” aos primeiros conhecidos que encontrei pelo caminho. Já estava, porém, atrás do Palácio das Araucárias. No fosso do palácio, alguns mais afoitos se lançavam para terem uma folga do gás lacrimogêneo. Olhei para trás e uma senhora, provavelmente uma professora, chorava muito, combinação de tristeza e gás.
Tentei oferecer um copo de água mineral que apanhei pelo caminho. Ela, de olhos fechados, não me viu e eu tentei falar, mas o gás foi meu algoz e agora quem chorava era eu. Despreparado, me escondi em minha própria camiseta e continuei andando até atravessar a rua e chegar a um lugar seguro.
Um estudante repentinamente me ofereceu pano embebido em vinagre – “Professor, quer vinagre?”, aceitei para aliviar minha constrição mas logo percebi que quem precisava era ele mesmo. Devolvi. Solidariedade.
A partir daí, a preocupação foi reencontrar os meus. Depois de algumas tentativas, consegui contato telefônico com minha companheira, a salvo desde o começo, melhor posicionada que estava por ter gravado algumas entrevistas mais afastadas do local do confronto, momentos antes da confusão.
De minha parte, já estava restabelecido, apesar de os olhos arderem e o ar não circular normalmente, mas tinha certeza de que muita gente poderia estar passando por momentos de dificuldades (as pessoas mais velhas ou as muito mais novas que eu tinha visto, para não falar em portadores de necessidades ou ainda nos bravos militantes que assumiam a ponta do enfrentamento com a polícia – até agora não me saem da cabeça aquelas quatro ou cinco bandeiras que não pararam de tremular na frente da manifestação mesmo nos momentos de maior ataque da tropa de choque).
Logo encontrei jovens advogados populares, ex-alunos, que me informavam das prisões de alguns manifestantes. Em tempos de guerra, sempre há os bodes expiatórios para legitimar o ilegitimável. Depois, informações extraoficiais chegaram e já se fala na prisão de pelo menos uma dezena de pessoas. Acusação: “black blocs”, seja lá o que isso signifique…
Ao contornar a praça e voltar para a rua que dá acesso à entrada principal da ALEP encontrei um antigo professor do ensino médio. Rapidamente, me veio à memória uma foto que vi nas redes sociais no dia anterior e que me revelava a presença de três dos meus professores nas manifestações que haviam iniciado segunda e terça. Viria ainda a encontrar outros dois.
Uma verdadeira seleção de educadores, na luta por seus direitos. Troquei breves palavras de indignação com o mestre, joguei água no rosto e me dirigi para onde a concentração de pessoas tinha se deslocado – a rotatória com o tigre esculpido por João Turin, ao lado da prefeitura.
Nunca me pareceu tão grande aquela rotatória. Depois de algumas voltas por ela, começo a reencontrar as pessoas que se perderam. Estudantes, professores, lideranças sindicais, de movimentos populares e partidos políticos, além de trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas áreas, a esta altura convocados para estarem presentes no exato momento em que a história vai se fazendo.
Todos assistindo aflitos ao avanço do tanque de guerra em direção à população, às bombas lançadas não se sabe de onde (para muitos, dos helicópteros policiais que sobrevoavam a praça ou do alto dos prédios de onde se avistavam homens fardados mas também à paisana), às vias de acesso trancadas com velhos ônibus que trouxeram a soldadesca, ao corre-corre de voluntários carregando feridos na batalha e à ambulância presa no engarrafamento de manifestantes e policiais.
À margem de tudo mas no meio da confusa situação, muitos policiais militares, meio atônitos, meio atentos, torcendo para ninguém hostilizá-los nem atear fogo em suas já ultrapassadas viaturas.
Quatro e dez. Durante quase uma hora e quinze minutos, o barulho das bombas explodindo não parava de cessar. Eu estava com uma reunião marcada para as quatro horas, mas não tinha coragem de deixar o campo de batalha. Comuniquei-me para adiar a reunião e continuei por ali.
Agora, o caminhão de som estava em frente ao prédio da prefeitura que, a esta altura, já se tornara refúgio e enfermaria de feridos e atribulados pelo gás. No mesmo local, uma ambulância estacionada servia de posto de saúde de pronto atendimento. Os discursos ecoavam pelo Centro Cívico mas, continuamente, as direções sindicais apresentavam sinais de receio com as circunstâncias. Pediam que os policiais e os manifestantes recuassem.
Ninguém obedecia. Os policiais, porque têm seu chefe em outro patamar – no da sandice da disciplina militar (aliás, os que se rebelaram, recusando-se a seguir ordens insanas foram presos); os manifestantes, porque não se conformavam com a situação e a cada pedido de recuo do caminhão de som, mãos, bandeiras e vozes acenavam em contrariedade, pedindo para ninguém esmorecer (de longe, era contínuo o tremular de quatro ou cinco bandeiras na linha de frente…).
Avancei com o avanço da maioria. Já estava em frente ao Tribunal de Justiça. Encontrei-me com alguns professores da universidade, estudantes, advogados e sindicalistas. Por entre as flâmulas, o avanço do tanque do batalhão de choque. Alguns olhares preocupados, bombas lançadas cada vez mais próximas. Até que a ponta de uma bala de borracha me acertou em cheio no peito. Minha sorte – e a de tantos que estavam a meu lado – é que eu acabei sendo um alvo bastante distante.
O projétil sequer chegou a machucar, mas que assustou, assustou. Quando fui atingido, percebi que era colorido. Comentei que algo colorido bateu em mim e, segundos após, me entregavam um objeto amarelo, todo chamuscado, que compreensivelmente guardei como condecoração de guerra. Depois, fiquei sabendo que a mesma bala, pelo trajeto que fez, quase acertou o rosto de um amigo. Na seqüência, tivemos de recuar ainda mais, as bombas de efeito moral (ou melhor, imoral) não nos deixavam em paz.
Ainda houve tempo para algum falatório de autoridades no caminhão de som. Momento apoteótico foi quando um senador da república entrou no meio da concentração com seu carro importado. Os manifestantes correram em direção ao automóvel como que prontos a destruí-lo. Mas ligeiramente desceu o político que foi ovacionado pela maioria dos presentes.
Principal adversário político do governador, o senador caminhou alguns metros, com alguma dificuldade, já que apupado e abordado pelos eleitores, e subiu no caminhão. Seu discurso, eloqüente como de costume, arrancou alguns aplausos e muitas risadas, porque em nada poupou o governador eleito, apelidado de “piá de prédio” e outras coisas mais.
Enquanto todos esses eventos se desenrolavam, incrivelmente a ALEP colocava em votação o projeto de lei que gerou toda a mobilização de professores e funcionários públicos estaduais. A proposta feita pelo governador e apoiada por sua bancada retirava direitos previdenciários de todos, professores, policiais, batalhão de choque, até mesmo deputados e o próprio governador. A noite começava a cair e junto dela uma fina chuva de fim de festa. A dispersão parecia inevitável.
Todo o estresse expulsara a maioria das pessoas para suas casas. Até quando fiquei na praça do Centro Cívico, não pude ter notícia do que se debatia entre os deputados. Cheguei em casa, por volta das seis horas da tarde. Mais ou menos neste mesmo horário, 31 votos a 20 aprovaram a lei contra a qual todas as vozes, rostos, cores, ideologias, coletivos e bandeiras se puseram durante estes três últimos dias, bem como há coisa de dois meses, quando os professores do Paraná ocuparam a Assembléia Legislativa e conseguiram adiar a votação do pacote de medidas de austeridade que incluía o confisco da previdência pública estadual.
Os dias 12 de fevereiro (dia da ocupação da ALEP) e 29 de abril (dia da batalha pela previdência) de 2015 já ficaram marcados na história das lutas populares do Paraná.
Relembram os momentos heróicos do povo paranaense dos últimos trinta anos que também se deram na praça Nossa Senhora de Salete, como o famoso 30 de agosto de 1988, em que o governador de plantão (aliás, do mesmo partido do atual) mandou a cavalaria contra os também professores em greve; como o truculento 27 de novembro de 1999, quando o governador do turno fez uma violenta ação de despejo de oitocentos sem-terra acampados na mesma praça para reivindicarem visibilidade, fim dos assassinatos de seus militantes e, sobretudo, reforma agrária; e como a memorável semana de 14 a 20 de agosto de 2001, em que a Companhia Paranaense de Energia – COPEL foi privatizada por um voto do legislativo estadual, mas com a praça apinhada de pessoas se opondo à ação criminosa da elite paranaense, a ponto de obter tamanha repercussão que a venda foi suspensa.
Em agosto de 2001, quando era estudante secundarista, eu estive na praça do povo engrossando a campanha “A COPEL é nossa”. Agora, em abril de 2015, reencontrei um colega de escola e daquelas jornadas. Ele me disse: “nós tínhamos de nos reencontrar aqui”.
Esta é a lição que nós aprendemos naquele tempo; esta é a lição dos professores ainda hoje. Todo apoio à luta dos trabalhadores do estado do Paraná, ontem, hoje e sempre!
*Professor do curso de direito da Universidade Federal do Paraná.

terça-feira, 28 de abril de 2015

PROFESSORES EM GREVE PROTESTAM CONTRA A "DESINFORMAÇÃO" PATROCINADA PELOS GRANDES MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Esta carta  aberta é direcionada as emissoras  abertas e que trabalham com a desinformação da população e relação aos movimentos de greve e protestos dos professores de São paulo e de todo Brasil






Senhores(as) editores(as),
Nós, professores da rede estadual de ensino, estamos em greve há mais de 40 dias. Para vocês, dos grandes meios de comunicação, primeiro a greve não existia (repetindo o que o Governo Estadual dizia); depois, não puderam mais esconder a nossa greve e, agora, quando ela passou a incomodar os pais de nossos alunos (algo que não nos agrada), vocês passaram a nos atacar ferozmente, em vez de cobrar do Governador do Estado que negocie e apresente propostas para nossas reivindicações.
Vocês querem nos julgar e nos condenar, algo que não é função de vocês. 
Seus veículos de comunicação existem por concessão pública e é seu dever informar corretamente à população.
Mas vocês apresentam apenas um lado da história; não querem saber das nossas necessidades profissionais e não querem saber da realidade da escola pública estadual.
Vocês não informam, mas deformam a opinião pública.
Estamos de olho e vamos realizar uma grande campanha de fortalecimento de outros meios de comunicação, para quebrar o monopólio que vocês exercem na mídia brasileira para defender interesses de grupos políticos e econômicos contrários aos direitos da maioria da população brasileira.

Professores estaduais em greve

domingo, 26 de abril de 2015

JOVEM PROFESSOR MORRE APÓS MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES REPRIMIDA COM VIOLÊNCIA

O  professor  PAULO DANIEL, morreu nesta sexta, 24/04/2015, no retorno da assembléia dos Professores.
 O professor estava em em ônibus fretado pela APEOESP que se dirigia para cidade de Diadema na grande São Paulo ,Daniel Souza Ferreira, de apenas 29 anos, estava inconformado com o descaso da SEE e revoltado com a ação da tropa de choque  que tratou os professores como "delinquentes".
Problemas enfrentados no dia a dia e o "strees" do ocorrido na manifestação provocaram mal estar no jovem professor que foi socorrido pelo SAMU ainda no bairro do Ipiranga,mas terminou falecendo.


Nossos sentimentos à família do professor.
ABAIXO HOMENAGENS POSTADAS DO FACEBOOK















No dia 24/04/2015, no retorno da Assembléia dos professores para Diadema, em ônibus fretado pela APEOESP, o professor Paulo Daniel de Souza Ferreira, de apenas29 anos, revoltado como toda a categoria, passou mal, sendo socorrido pelo SAMU no Ipiranga, mas infelizmente não resistiu e faleceu.
Paulo Daniel era professor de geografia na EE Vila Socialista e estava dando aula na rede há 10 anos. 
Assim como milhares de professores do estado, estava na luta contra as medidas do Governo Estadual de São Paulo que há vários anos vem destruindo a escola pública no estado com fechamento de salas de aula, demissões de professores, corte de verba etc.
Agora nós Professores do Estado, temos a OBRIGAÇÃO, mais do que nunca de continuar essa luta.
In memorian do nosso Herói de Luta pela Educação.
Prof. PAULO DANIEL - PRESENTE!
CONTINUAREMOS SUA LUTA, NOSSA LUTA!

https://www.facebook.com/

sábado, 25 de abril de 2015

Professores em greve relatam pressão; Secretaria de Educação de SP nega
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Izabelle Mundim

Do UOL, em São Paulo
24/04/2015
Ameaça de demissão, substituição por eventuais e colocação de faltas injustificadas são algumas das estratégias que, segundo professores em greve ouvidos peloUOL, estão sendo utilizadas pelas direções de escolas para pressionar os grevistas a voltarem para a sala de aula.
A Secretaria da Educação do Estado nega esse tipo de conduta e afirma que, se for notificada, irá abrir procedimentos para averiguação.
Há 40 dias, a rede estadual de ensino do Estado de São Paulo enfrenta greve de professores por reajuste salarial, melhores condições de trabalho e contra o fechamento de salas, o que, segundo o sindicato da categoria (Apeoesp), ocasionou demissões e superlotação de turmas.
O direito de greve é garantido pelo artigo 9º da Constituição. Veja o que diz a legislação sobre a greve de professores de São Paulo.

Demissão

O professor de história André Sapanos, que dá aulas em Mauá, afirma ter sido notificado sobre sua demissão após uma falta decorrente da paralisação, apesar de ter entregue na escola um requerimento do sindicato informando sua adesão à greve. A entrega do requerimento é uma recomendação do sindicato para respaldar juridicamente os grevistas.
Sapanos é docente da chamada "categoria O", que contempla os professores temporários.
Segundo a Lei Complementar 1093/09 e o Decreto nº 54.682/09, o professor temporário pode ter até duas faltas abonadas e três faltas justificadas, desde que apenas uma por mês, e uma injustificada durante o período contratual. Caso exceda o número de faltas previstas, pode ter o contrato rescindido.
"A diretoria só poderia ter me notificado se eu já tivesse excedido o número de faltas, o que não era o meu caso", diz Sapanos, que também é diretor da Apeoesp. "Encaro isso como uma pressão para eu deixar a greve".
A secretaria não respondeu especificamente sobre esse caso, afirmando de modo geral que "rechaça as inverdades divulgadas pela Apeoesp para tentar promover seu calendário de mobilizações políticas".
Sapanos diz estar sendo substituído por outro professor eventual, o que tem sido visto pelos grevistas como um desrespeito ao direito de greve.
O jurista Dr. Anis Kouri Junior explica que classificar a substituição dos docentes como desrespeito à greve é uma interpretação da lei. "É uma zona cinzenta. O que frustra claramente o direito de greve é se as diretorias fizerem algum tipo de ameaça ou coerção para que os professores voltem às aulas", diz.

Eventuais de outras disciplinas

A professora A. F., de Hortolândia, a 100 km de São Paulo, que dá aula de história, afirma que foram colocados em seu lugar um professor eventual para cada um dos dois cargos que ocupa, um com formação em pedagogia e outro em educação física.
Ela também afirma ter sido proibida de comentar com os estudantes que havia aderido à paralisação. "Ao saber que expus aos alunos os motivos para aderir à greve, a direção disse que nem eu nem outros professores poderíamos mais mencionar o assunto na escola e que não teríamos direito a repor as aulas", diz. Segundo ela, vários professores desistiram de aderir após a advertência.
Não há nenhuma lei que trate especificamente de reposição em virtude da greve. O sindicato da categoria afirma que o item será tratado na negociação da greve. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, a escola precisa cumprir o calendário escolar mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar.
A professora J. M, de Sorocaba, a 90 km da capital, relata que em sua escola também tem sido colocados professores eventuais de outras disciplinas no lugar dos grevistas.
"Se a greve é um direito, a reposição das aulas deveria ser vista como um direito meu e também dos alunos", opina.
O jurista Dr. Anis Kfouri afirma que a Lei de Defesa do Usuário do Serviço Público prevê a qualidade da prestação do serviço e que, portanto, se deve garantir que a substituição se dê por trabalhadores com as mesmas competências e habilidades dos grevistas. "Se houver prestação ineficaz do serviço, há violação da lei", diz.

Faltas injustificadas

Professor de português em Ribeirão Pires, a 50 km da capital, Reinaldo Melo, que é efetivo, tem recebido faltas injustificadas da diretoria de uma das escolas em que leciona. "A falta injustificada é uma punição", diz.
Segundo o departamento jurídico da Apeoesp, as faltas decorrentes da greve não são injustificadas e devem ser classificadas apenas como "greve". O artigo 7º da Lei Federal nº 7783/89 estabelece que o contrato deve ser suspenso durante a greve.
Procurada, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que o índice de ausências de professores nas instituições é o mesmo que em períodos sem greve e que a colocação de professores eventuais tem seguido a prática da rede. Na quinta (23), a secretaria diz que 96% dos docentes compareceram às escolas.
"As ausências, motivadas por licença-médica, abono, ou qualquer outro motivo, têm sido supridas pelo grupo de 35 mil professores substitutos. Estes profissionais, abastecidos com os planos de aula e com materiais didáticos, são acionados de maneira rotineira para levar o conteúdo à sala de aula", disse a Secretaria, em nota.
Sobre a colocação de professores eventuais de outras disciplinas, a Secretaria respondeu que "as aulas de uma determinada disciplina podem ser dadas por professores eventuais preparados para ministrar disciplinas específicas ou correlatas, desde que tenham a carga horária necessária de estudos".
http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/04/24/professores-em-greve-relatam-pressao-secretaria-de-educacao-de-sp-nega.htm

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Professores Paulistas :A greve continua !

O Bônus do Professor

A criação do bônus a primeira vista parece ser algo interessante para todos os envolvidos,professores ,alunos e SEE,mas  como tudo na  vida tem o lado bom e o lado obscuro os efeitos colaterais deste  são desastrosos,neste  artigo do Professor  Silvio Prado diz tudo o que penso sobre o " Bônus Mérito", e o desastroso efeito colateral no cotidiano escolar. Vejamos o texto :
O Bônus do Professor 
Eufórico com a informação de um grande bônus, o professor aproveitou a janela da segunda aula e encheu de números otimistas uma folha de sulfite que arrancou do maço de folhas que ontem, tirando dinheiro do próprio bolso, comprou para aplicar provas nas treze salas em que leciona.
Vinte minutos depois, sua euforia já não era a mesma. 
Cinco mil reais são cinco mil reais, nenhum assalariado, muito menos um professor do Estado, desprezaria uma bolada dessas. 
Daria para comprar muita coisa se ele não estivesse pendurado em dividas com gente da família e até amigos. 
E ele não devia pouco. 
Suas dívidas iam além dos cinco mil reais que deixaram eufóricos a maioria dos professores daquela escola esquecida num dos locais mais pobres e violentos da cidade.
No entanto, na escola havia gente descontente com o tamanho do bônus. “Se alguns professores tivessem se aplicado mais nos projetos exigidos pela secretaria, com certeza o bônus seria maior”, disse a coordenadora pedagógica, numa indireta para certos professores que falam abertamente que bônus algum supera os benefícios que um bom salário sempre traz.
A diretora, que certamente vai morder mais de cinco mil reais, numa conversa com sua vice diretora deixou claro que, se pudesse, criaria dificuldades ou impediria que certos professores lecionassem naquela escola. ”Nosso bônus não é maior por causa desse grupinho besta que não se enquadra nos objetivos pedagógicos propostos”, disse abertamente.
Cega pela loucura do dinheiro extra, a descontente não consegue ver que entre os professores que, segundo ela, pesam negativamente sobre o bônus que considera ideal estão alguns que fazem o diabo para lecionar em três ou quatro escolas e, mais mortos do que vivos, acabam dando faltas seguidas ou mesmo sempre se atrasando devido ao conflito de horários entre as diferentes escolas em que trabalham.
A sua insatisfação – ou raiva mesmo – também recai sobre outros que, além de enfrentar a dureza rotineira do magistério, milagrosamente descobrem ânimo para estudar e buscar algum tipo de especialização, o que os impede de uma dedicação exclusiva aos projetos da escola. 
O maldito bônus parece que conseguiu varrer do coração dessa diretora até mesmo resquícios mais elementares de seu cristianismo, geralmente compartilhado e exaltado em reuniões de religiosos carismáticos.
Diante dos cinco mil reais, que, segundo ela, poderiam ser dez ou até mais, a mulher se encheu de bronca inclusive do professor de matemática, infelizmente acometido por uma depressão profunda que o impede de trabalhar regularmente e produzir o exigido em sala de aula. Volta e meia ele se afasta do trabalho, se enche de remédios e, se a família não intervém, passa o dia inteiro preso no quarto, estirado sobre a cama, olhar esvaziado e pregado nas alturas do teto.
A família e os amigos mais próximos vivem sob o temor de que ele algum dia faça qualquer loucura sem retorno.
“Quando é que vamos ter uma equipe homogênea e comprometida com os objetivos da escola?”, é o que a diretora pergunta para a sua vice. “Nunca”, é a resposta da vice, também descontente com o tamanho da gratificação e frustrada porque toda a série de maquiagens que a escola fez em torno de seus números não resultou nos valores esperados. “Tivemos evasão quase zero”, disse, fazendo de conta que não sabia que, no ano passado, algumas salas que começaram o ano letivo com bem mais de quarenta alunos tinham chegado em dezembro com uma media que não alcançava os trinta.
Na sala dos professores, agora nos últimos minutos de sua janela, o professor que encheu uma folha de sulfite com números e cálculos que poderiam aliviar a barra pesada em que vive lança um olhar desolado para o punhado de cadernetas que estão diante dele. Algumas, como virou costume, estão recheadas de provas e exercícios que serão corrigidos em sua casa. 
Quem paga por esse trabalho extra? Nem o salário que ganha e muito menos o bônus que até trinta minutos atrás tinha feito brotar nele uma estranha e mentirosa euforia.
Sob o sinal chamando para a terceira aula, ele se levanta, amassa a folha de sulfite onde um pouco antes fizera um punhado de cálculos esperançosos e raivosamente a joga no cesto de lixo mais próximo. No caminho da sala, bolsa pendurada no ombro, cadernetas e livros nas mãos, passos lentos pelo imenso corredor e o vozerio quase ensurdecedor dos alunos. 
Um deles pede para levar seu material e suas cadernetas. Ele deixa. Um outro quer levar sua bolsa. Ele a entrega.
Depois, na sala, em pé e em silêncio diante de uns quarenta alunos inquietos, na sua cabeça surge a imagem do professor de matemática, estirado em seu quarto o dia inteiro, olhos colados no teto, quase um semimorto. Essa imagem o estremece e o faz pensar que pode estar começando a dar os primeiros passos na direção desse caminho.

Silvio Prado
https://www.facebook.com/silvio.prado.35?fref=nf


“Professor paulista ganha, em média, 2 mil

 por mês para educar.

Blogueiro fofoqueiro ganha 70 mil por mês 

para deseducar politicamente” 




( postou o perfil La Pasionaria, um dos mais ativos no Twitter).
Fonte: http://br29.com.br/jornalista-da-globo-denuncia-blogueiro-que-ganha-r-70-mil-pagos-por-alckmin-para-caluniar-dilma/