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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

FÉRIAS SÃO PARA DESCANSAR


Neste "finalzimho" de férias...reflita...ainda da tempo pra 'RELAXAR'  curtir.afinal de contas...você merece !


FÉRIAS SÃO PARA DESCANSAR



Professor é uma das principais funções de uma sociedade que se renova a cada 20 anos e, desde pequeno, vejo que os professores são tratados como máquinas que, mesmo em férias, revistas e artigos trazem reflexões, para eles, dizendo no que pensar e repensar neste momento de descanso. Isso é uma perda de tempo!
Aposto que todos que lerão este artigo pensarão e dirão que estou sem meus sentidos e ficarão estupefatos em lerem isso! Mas volto a afirmar, férias de julho são para descansar.
Digo isso com propriedade, porque durante o primeiro semestre somos “massacrados” por todos os lados para fazermos um trabalho reflexivo, avaliativo e positivo. E em todos os dias e finais de semanas, nós, professores, usamos nosso tempo, sem recebermos por isso, criando e corrigindo trabalhos e avaliações, além de lermos e repensarmos nossas práticas em sala e planejarmos, via plano de aula, os próximos conteúdos. Ufa! Quanta coisa!
Então, chegando ao fim do segundo bimestre, todos: alunos e professores, pedimos por férias e estamos nelas. Agora, para quê ficar dizendo que professor nas férias precisa repensar suas estratégias e planejar futuros passos? Acho totalmente desnecessário. Tendo em vista que em nenhuma profissão, alguém sai em férias e fica repensando suas estratégias.
Professor é humano e precisa descansar a mente como profissão. Ler, aprender e refletir ficará por conta de cada um. Mas não podemos fazer com que isso vire algo obrigatório para a profissão.
As férias existem para fazer com que o ser humano tenha uma “liberdade” mental, para que, ao voltar, possa ter novas visões e tenha ânimo para seus novos desafios. Portanto, esta é a hora de curtir a família. Assistir a um bom filme. Ler um bom livro e ficar com pessoas que durante o semestre não há tempo para compartilhar risadas e momentos.
O refletir sobre estratégias virá quando estiver relaxado. Assim, quando achar algo pertinente à aprendizagem para seus alunos no próximo semestre, irá sorrir, sentindo saudades da sala de aula. Quando isso acontecer, saiba que suas férias estão sendo “incrivilhosas” e quando voltares à escola será com 100% de estímulos positivos, transformando a saudade em um ambiente propício a um pleno aprendizado.
Divirta-se professor!
Fonte https://professoralexdefranca.wordpress.com/dicas/dicas-para-diretores/artigo-ferias-sao-para-descansar/

domingo, 17 de janeiro de 2016



A EQUIPE ESCOLAR NÃO PODE SER AMIGA, MAS, SIM, COMPANHEIRA



 O que eu vou escrever aqui esta semana vai parecer até meio sem “noção”, mas espero que reflita e entenda a minha visão educacional. Afirmo com todas as palavras que a equipe escolar não pode ser amiga, mas sim companheira. O que muda? Tudo! Quando você é amigo, muitas vezes, verifica que seu colega está fazendo algo que poderá prejudicar o aluno e a escola e, por causa desta amizade, você deixará de falar algo, por saber que ele poderá ficar chateado e, muitas vezes, sem falar com você. Levando para o lado pessoal, começando as intrigas e fofocas que é praticamente um câncer na escola.
Já vi professores enraivados com esta situação. Não conseguem levar para o lado profissional, replicando a mensagem de que professor X é falso ou que Y quer se aparecer na escola ou que a Z não sabe mais que ela para vir criticar o trabalho feito.
Já vi professores ficarem brigados por um tentar ajudar a escola e achar que quer puxar “o seu tapete”. Daí eu trago a confirmação de que não podemos ser amigos. Para ficar mais claro, se um coordenador for muito amigo de um professor, como este poderá chamar sua atenção? Alguns já me responderam que quando se tem amizade, é mais fácil de fazer uma chamada de realidade do trabalho, mas respondo que não! Confirmo que não! E reafirmo que NÃO! Fica mais fácil de conversar ou indicar caminhos quando o grupo entende que cada um tem sua função e que o mesmo terá de desenvolvê-la pensando no bem estar do aluno, da escola e da equipe escolar.
No setor jurídico, os conflitos são mais tensos que na Educação, mas lá os profissionais conseguem discernir o joio do trigo, pensando que a “chamada” foi para o seu crescimento. Na escola, não há esta compreensão, os profissionais costumam levar para o lado pessoal e com isso se forma “panelas”, “grupos” e ninguém avança.
Cada hierarquia tem seu perfil e regulamento do que pode ou não fazer, faça dela uma “bíblia” e esteja pronto para fazer o que realmente é necessário e, se não estiver bem, o coordenador pedagógico está lá para ajudar. Caso o problema esteja com o diretor, a supervisão estará lá para auxiliar, mas cada um fazendo o seu trabalho. Não entenda que só porque ela é sua amiga que poderá fazer o que achar melhor, pois a outra pessoa pode ter a visão de que cada um faz sua parte e é daí que se tem um choque de visões.
Quando se tem amizade, se tem sentimentos, e fica difícil de fazer o que é para ser feito. Quando se tem companheirismo, ficará mais fácil, porque um ajudará o outro e, quando for preciso, intervirá para alcançarem, juntos, a Educação de qualidade.
Fui professor em diversas escolas e já vi coordenadores dizendo “farei a intervenção com tal professor porque sou mais amiga dele e você faz com o outro, porque você tem mais amizade” – se a pessoa responder: “não. Faça com os dois professores, porque você é a coordenadora do ensino fundamental I. É sua obrigação. Eu farei com os meus professores, que são do fundamental II”. Tenho certeza de quem recebeu a resposta ficará muito magoada, pois entenderá que não são “amigas”. Cria-se um clima tenso e cada uma vai por si. Mas a visão foi distorcida. Mesmo com a resposta, o receptor da mensagem tinha de entender que realmente é minha obrigação e que se eu assumir o meu cargo e, a outra, o dela, juntas, poderemos chegar a algum lugar.
Em muitas escolas, tive problemas com isso e tive de “apagar incêndio” por visões distorcidas e mostrar que não era nada contra o profissional. Uma vez estava explicando um conteúdo de Literatura e um professor bateu à porta e pediu para falar com tal aluna, eu disse que não. 
O professor ficou estarrecido. Mas ele precisava saber que quando o aluno sai e ele perde minha explicação, voltará confuso e poderá não ir bem às avaliações de classes e de escolas e quem levará a culpa? Mas ele entendia que pelo fato de ser “amigos” eu liberaria sem hesitar, mas eu sou companheiro, não amigo.
E o que é ser companheiro em uma escola? É quando você se une com outros profissionais com o mesmo objetivo. Ajuda-o, mesmo se for para intervir e é ajudado. Para isso acontecer, cada um precisa saber do seu papel na aprendizagem para o sucesso do aluno e da escola. Após, criarem ações coletivas para isso.
A coordenação Pedagógica precisa deixar claro qual é o objetivo da escola e qual é o papel de cada profissional para juntos chegarem ao sucesso educacional.
A inimizade também faz parte para a desunião da equipe. Pois se professor Z não gosta do Y, começará uma disputa inútil dentro da escola, que ninguém sai ganhando ou perdendo.
Pare de colocar as suas impressões nas pessoas, coloque apenas o companheirismo, não importa quem seja, entenda que tanto ela quanto você estará lá para juntos chegarem a algum lugar.
Então, se você quer ser amigo de alguém, seja, mas do portão para fora. Do portão para dentro, você é um dos pilares para levantar o conhecimento e mostrar ao aluno o seu sucesso. 
Com o seu pilar e de seus colegas, a escola ficará erguida com muita força e o sucesso reinará por muito tempo. Sem fofocas, intrigas e lamentações.
Fonte : https://professoralexdefranca.wordpress.com/dicas/dicas-para-diretores/a-equipe-escolar-nao-pode-ser-amiga-mas-sim-companheira/


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

PROFESSOR FOI ATACADO COM MORDIDAS NA ORELHA POR PREFEITO QUE NÃO PAGOU OS SALÁRIOS NO ÚLTIMO TRIMESTRE.

Esse tipo de notícia  causa sentimentos opostos,não sei se acho hilária e ridícula ou ultrajante  e revoltante ,parece até piada de mal gosto

Prefeito morde orelha de professor que cobrou três meses de salários atrasados

Paulo José da Silva, conhecido como PJ
Postado em: 19/12/2015
Paulo José da Silva, conhecido como PJ
Registrou boletim de ocorrência da Delegacia de Barras na manhã deste sábado (19) o professor de educação física Paulo José da Silva, conhecido como PJ. Ele teve sua orelha mordida pelo prefeito municipal de Boa Hora, Zé Resende, durante festa de colação de grau da escola Cecília Coelho de Resende, realizada na noite de ontem (18), no Ginásio Luiz Mamede, em Boa Hora.
O professor  informou que se assustou com a mordida, pois nunca esperou uma reação desta. “Do nada, ele apareceu e mordeu minha orelha na frente dos estudantes, país dos alunos, padrinhos e convidados, só por que perguntei pelo meu pagamento que está atrasado há três meses”, conta Paulo José. O professor é funcionário da escola Cecília Coelho de Resende.
O ato tresloucado do prefeito repercutiu mal nas redes sociais. Não é a primeira vez que o prefeito reage com violência segundo Maria Raimunda Júlio:  “Esse prefeito está viciado. Na festa de aniversário dele, deu um tapa em um rapaz e agora mordeu a orelha do pobre do PJ, meus deus!”, comenta indignada a internauta.
“E eu que pensei já ter visto de tudo no mundo. É inaceitável uma situação dessa. Onde já se viu um prefeito agir como canibal? Sinceramente, é lamentável o rumo que essa história está tomando. E tudo por causa de um salário que é direito dos professores. Que vergonha”, destaca Tuane Paulino.
A história pegou mal para o prefeito que não está com a popularidade muito em alta por conta dos atrasos de salários, contas reprovadas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) repetidas vezes e a vontade de querer demitir servidores efetivos.
Débora Karine em comentário no Facebook, disse: “Lamentavelmente a atitude dessa pessoa! Espero que a população considere esse tipo de atitude sem falar na real situação da cidade, levando a resposta às urnas!”,  disparou.

Solidários, a categoria dos professores esperam que alguma medida punitiva seja aplicada contra o prefeito. Além da polícia, aguardam um posicionamento do Sindicato do Servidores Municipais.
fonte :  http://realidadeemfoco.com.br/prefeito-morde-a-orelha-de-professor-que-cobrou-tres-meses-de-salarios-atrasados/

CLIP "O TRONO DE ESTUDAR" BOMBOU NA NET EM APOIO AO MOVIMENTO DOS ESTUDANTES PAULISTAS.



O ano de 2015 foi marcado pelo movimennto dos estudantes de São Paulo que lutou contra  a politica de reorganização do ensino que estava sendo imposta goela abaixo do cidadão paulista. 
Foi  mais de 1 mês de de uma corajosa resistência dos estudantes que tomaram" posse" daquilo que já lhes pertencia,ou seja,as escolas públicas que seriam fechadas ou transformadas .
Estes alunos que ao contrário do que muitos pensavam não foram manipulados por partidos,sindicatos ou movimentos partidários ,pelo contrário,assumiram o papel de "sujeitos" do movimento em defesa da escola pública retomaram suas escolas  e reescreveram a história do ensino público de São Paulo, a mídia  manipulada,a repressão da policia e demais ataques descarados daqueles que deveriam zelar pela educação das novas gerações  foram derrotados.


As escolas foram "ocupadas" e não invadidas,a "   dentro das escolas, o apoio dos artistas  na" Virada Ocupação", a mobilização nas escolas  e os protestos na rua culminaram com o "recuo" do governo que  voltou atrás e suspendeu a reorganização,mas a luta não acabou,a  promessa de  novas discussões para o ano que vem é a indicação que a mobilização precisa continuar e buscar apoio em todos setores da nossa sociedade,a nossa luta agora saiu da reorganização e atingiu o patamar da educação publica com qualidade e seriedade. 

O ano de 2016 promete ser o ano da grande virada na educação publica paulista e quem sabe até brasileira,pois o movimento dos alunos paulista já fez escola e o pessoal de Goiás está no rastro  deste "cometa" que vai agitar os debates sobre educação pública e como melhorar a qualidade da educação. O estudante deixou o papel de coadjuvante  para  assumir o  protagonismo desta nova história que esta sendo escrita na educação deste país..



Esta sendo  formanda uma rede de pessoas que querem continuar apoiando o movimento dos secundaristas paulistas no ano que vem. E você, apoia?

Inscreva-se em: bit.ly/todoscomosestudantes




Chico Buarque, Dado Villa-Lobos e Zélia Duncan, entre outros, gravaram "O Trono do Estudar", de Dani Black, em homenagem à luta dos secundaristas contra o fechamento de escolas


Fonte: Rede Brasil Atual
De autoria do compositor Dani Black, a música O Trono do Estudar ganhou visibilidade a partir das manifestações de estudantes contra a “reorganização” proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, que pretendia fechar ao menos 94 escolas da rede pública. 
Recentemente, Chico Buarque, Dado Villa-Lobos, Paulo Miklos e mais 15 nomes da MPB entraram em estúdio para gravar uma versão da canção.
Após ser chamado para participar do evento organizado pelos estudantes, Virada Ocupação, realizado nos últimos dias 6 e 7 – que reuniu artistas como Tiê, Criolo, Pitty e Emicida –, Dani Black postou uma composição nas redes sociais em apoio à luta dos secundaristas. 
Rapidamente, a música se espalhou até chegar ao conhecimento dos artistas que apoiaram as manifestações.
No Facebook, Dani Black diz que “no Brasil, como em qualquer país, o estudar tem que ser o Rei". 
Ele conta que fez a música na madrugada do dia 7, para cantar no show que ele e outros músicos fariam na Virada Ocupação. "E com maior honra. Vamos Brasil. Ninguém tira o trono do estudar!"
"Em apenas dois dias, a música se espalhou pela rede de modo violento, tendo milhares de compartilhamentos e mais de 500 mil visualizações. Mas melhor do que isso: virou ação", escreveu o músico.
Após o governo do estado suspender a reorganização, no último dia 4, os estudantes passaram a desocupar as escolas aos poucos. 
Eles prometem continuar engajados na pauta da educação pública de qualidade para todos. Um manifesto publicado por estudantes em redes sociais aponta a continuidade do movimento.
 “É importante que fique claro que estamos saindo das escolas, mas não estamos saindo da luta. E que essa escolha de maneira nenhuma significa ceder às pressões do governo do estado e das entidades burocráticas.”
fonte:http://www.corujaonews.com.br/index.php/us-news-2/item/1323-destaque

domingo, 20 de dezembro de 2015




Alckmin volta a defender projeto de reorganização escolar



  • Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo
Santos - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a defender, nesta sexta-feira, 18, a reorganização escolar, projeto que provocou grande mobilização social contrária à ação, com ocupação de quase 200 escolas e que acabou suspenso. "Nosso objetivo é criar o ciclo único, que já existe em 1.500 escolas, consideradas as melhores e que estão 15% acima da média do Idesp (indicador estadual de qualidade do ensino), enquanto as escolas que juntam crianças de 6 anos com adolescentes de 17 anos estão entre 14% e 15% abaixo da média do Idesp", destacou.
Alckmin explicou que a meta é ter mais 750 escolas de ciclo único, separando crianças de 6 a 11 anos no ciclo 1, alunos 11 a 14 anos no ciclo 2 e, no ensino médio, para os adolescentes de 14 a 17 anos, criar outro ciclo. "Separando o ciclo, melhoram a qualidade da educação e o índice dessas escolas no Idesp. Mantendo juntas as crianças na mesma faixa etária, elas ficam mais focadas no ensino", afirmou.
Segundo o governador, uma das maiores razões que levam uma família a tirar a criança da escola pública e matricular na escola privada é o bullying. "No mundo inteiro as escolas particulares já são separadas por ciclo. Nossa proposta, do ponto de vista pedagógico, está correta".
Alckmin ressaltou que há muita ociosidade na rede, com 2 milhões de vagas desocupadas, isso porque grande parte do ensino infantil foi municipalizado. Desta forma, na avaliação do governador, a reorganização escolar possibilitaria a abertura de mais salas nas Emeis e creches. E também aumentaria o número de vagas nos ensinos técnico e tecnológico.
"Como surgiu bastante dúvida, ao invés de usar 2016 para implantar essa reorganização, nós vamos usar para dialogar, escola por escola, explicando a proposta, mostrando que ela melhora a educação. Tenho certeza de que os pais dos estudantes vão querer esse modelo, que já está implantado", ressaltou Alckmin. "Os próprios alunos decidiram desocupar as escolas e as poucas ainda ocupadas devem ser liberadas na segunda-feira", finalizou o governador.
Fonte http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/12/18/alckmin-volta-a-defender-projeto-de-reorganizacao-escolar.htm

sábado, 19 de dezembro de 2015


Longe de partidos, ação de estudantes marca novo modo de fazer política




Agência Brasil 19/12/2015 às 14h05
Bruno Bocchini

O movimento dos estudantes secundaristas do estado de São Paulo e de Goiás, que ocuparam escolas para pressionar o Poder Público a ceder às suas reivindicações, é resultado de uma nova forma de fazer política, iniciada nas grandes manifestações de 2013. 
Na avaliação do filósofo e professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, essas iniciativas são marcadas pelo distanciamento aos partidos políticos e às entidades representativas de classe.
“Eu acho que faz parte de uma nova maneira de se relacionar com a política, que rompe com aquela maneira da geração anterior, dos movimentos sociais dos anos 70, 80, que se institucionalizaram, juntaram-se com partido político e tentaram conquistar o poder político. Essa nova geração busca se desvincilhar do poder político e reivindicar direitos sociais por meio da pressão externa ao sistema político”, analisa o professor, autor do livro Vinte Centavos: A Luta Contra o Aumento, que analisou as manifestações de 2013.
As ocupações, iniciadas na Escola Estadual Diadema, na região do ABC Paulista, na noite do dia 9 de novembro, tinham o intuito de combater a proposta de reorganização escolar, proposta pelo governo paulista. A ação, no entanto, extrapolou a intenção inicial: alcançou cerca de 200 escolas, levantou a discussão sobre a qualidade do ensino nas escolas públicas, derrubou o então secretário de educação do estado, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e fez com que o governador, Geraldo Alckmin, revogasse o decreto que instituía a reorganização escolar em todo o estado de São Paulo. Em Goiás, chega a 19 o número de escolas ocupadas.
Os estudantes assumiram o controle das escolas ocupadas, organizaram-se em grupos (de segurança, de limpeza, de atendimento à imprensa, de alimentação, de alojamento) e passaram a deliberar as ações do grupo por meio de assembleias. O Comando das Escolas em Luta reúne o conjunto dos alunos que fazem parte do movimento e articula a ação do grupo.

“A geração anterior fundou um partido político, que é o Partido dos Trabalhadores, e atuou por meio das instituições. Essa outra experiência já foi tentada. Estamos sendo governados por um partido que foi fundado dessa maneira e chegou, mais ou menos, ao seu limite de experiência histórica. E agora, a gente tem uma nova geração, que está tentando um novo caminho, de se organizar, de fazer pressão, fora do sistema político”, ressalta Ortellado.

Fonte :http://www.clicfolha.com.br/noticia/52934/longe-de-partidos-acao-de-estudantes-marca-novo-modo-de-fazer-politica

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Por que se quer amordaçar ainda mais o professor(a)?

Surfando pelas redes sociais e navegando pela web educacional encontrei este artigo de opinião do professor André Geraldo Berezuk  que não poderia deixar de compartilhar com meus colegas e leitores.
Concordo com sua avaliação sobre a situação "nojenta" que se encontra a escola  brasileira e a importância de um movimento ético que ultrapasse os muros da escola para resgatar  a figura do educador brasileiro.
Ao contrário do que muitos pensam e difundem por ai,não são os empresários e nem os grandes produtores agrícolas que poderão tirar nosso país do papel de coadjuvante no cenário mundial,o único profissional capaz de "tirar" esse país da lama  da inferioridade é o educador. Um pais que investe em seus  educadores está investindo nas próximas  gerações e consequentemente no futuro da Nação.

S.O.S. Professor(a)

André Geraldo Berezuk
14/12/2015 09h17 - Atualizado em 14/12/2015 09h17
Muito frequentemente observo notícias em sites, notícias estas que não são agradáveis, tais como: “aluna espanca professora dentro da sala de aula”, ou “professor e aluno se envolvem em briga jogando cadeiras”, ou “aluno agride professora com canetadas”. 
Notícias enojantes e preocupantes, reflexo de uma nação que, em verdade, há algumas décadas, não valoriza os professores(as). Realidade de um país em que leis e diretrizes educacionais preservam demasiadamente o aluno e humilham a autoridade e o respeito próprio do profissional educador. 
O professor(a) de ensino médio e fundamental é “jogado” em uma sala precária com cinquenta alunos, ou mais, que pouco sabem sobre educação e respeito, pois geralmente possuem uma educação precaríssima dos pais. Estes, por sua vez, consideram os seus filhos como seres perfeitos. O pior de todos os aspectos é a dura realidade na qual as leis e as normas não protegem o professor, deixando-o, diversas vezes, em uma situação muito delicada, muitas vezes sendo agredido no próprio exercício do dever.
Outra notícia enojante (por causa dos resultados apresentados, não pela notícia que diz uma realidade) foram os resultados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para com a população estudantil brasileira, nos quais: 76% dos jovens de 20 a 24 anos não estudam, e apenas 15% dos adultos, entre 25 a 36 anos, conseguem o diploma de ensino superior. 
Estes dados vergonhosos condenam definitivamente o Brasil a uma posição de país coadjuvante no cenário internacional. Estes dados revelam os problemas crônicos da educação brasileira, que começam com a total falta de consideração pelo profissional educador, profissional este com a sua autoridade e autoestima destruídos por uma filosofia hipócrita de educação. Neste contexto, o educador acaba sendo totalmente subserviente às normas do mercado e aos alunos (leia-se consumidores). Estes alunos, considerados como consumidores, são elementos que o próprio mercado e o Estado desejam construir e manter. É necessária uma mudança nas leis para uma recuperação da autoridade do educador.
Enganam-se totalmente os que pensam que o progresso e o desenvolvimento virão com as sacas de soja e de café, pois o Brasil já as exporta há mais de 400 anos, e a figura do Brasil subdesenvolvido e desigual persiste. Enganam-se aqueles que acreditam que o ganho de capital, pura e simplesmente, se configura como a fonte de todas as boas perspectivas. A solução para toda e qualquer nação mundial, que visa o desenvolvimento em todos os seus sentidos, é através da educação de seus cidadãos, a começar por uma revalorização imediata da figura do profissional educador(a). 
O professor(a) necessita, portanto, de melhores condições de trabalho, e de uma mais adequada estrutura legal jurídica, para poder melhor desempenhar o seu papel de ensinar, de avaliar e de educar. É um absurdo que centenas de casos de agressão ao professor(a) ocorram em todo o território nacional, onde estes são agredidos fisicamente e psicologicamente e, quando se defendem de tais agressões, podem ser sentenciados à prisão, porque enfrentam um sistema em que se protege demasiadamente o aluno e se abandona o educador.
Diante de tal situação de grave opressão ainda convém ressaltar a existência de projetos de lei que querem sentenciar toda e qualquer forma de disseminação ideológica na escola. Enquanto isso, existem todos os tipos de redes sociais onde se veiculam todos os tipos possíveis e imagináveis de ideologias.
Por que se quer amordaçar ainda mais o professor(a)? 
Em uma sociedade democrática e defensora da liberdade de expressão, por que existe esta opressão surreal que os professores brasileiros passam há décadas?
 Quais são os grupos que ganham com a opressão da classe educadora? 
Obviamente, não é a maior parcela do povo brasileiro, sendo que esta não conhece o próprio tamanho de sua chaga, mas sente a sua dor.
Professor do Curso de Geografia – FCH/UFGD. e-mail: andreberezuk@ufgd.edu.br
fonte :http://www.progresso.com.br/opiniao/s-o-s-professor-a

Secretaria da Educação garante matrículas em escolas que seriam fechadas em SP

15/12/2015

Secretária interina disse à Apeoesp que não haverá retaliação contra professores e alunos que participaram das mobilizações; órgão ainda não apresentou cronograma de debates com escolas

Escrito por: Redação - RBA

Representantes da Secretaria Estadual de Educação asseguraram na sexta (11), em reunião com integrantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que os estudantes já transferidos para outras escolas pelo projeto de reorganização escolar voltarão para suas unidades de ensino de origem e que nenhum aluno ou professor que participou das mobilizações será punido.
O sindicato solicitou que a Secretaria de Educação formalize, através de um comunicado oficial, como serão os procedimentos para matrículas em escolas que seriam fechadas ou que teriam etapas do ensino cortadas. O órgão informou que o comunicado está sendo redigido e que a situação das matrículas retornará ao que era no último dia 30. Até 6 de janeiro a situação de todos os estudantes deve ser regularizada. Professores e funcionários também permanecerão em suas unidades atuais.
A secretaria informou que entre o próximo dia 22 e 6 de janeiro poderão ser solicitadas novas matrículas, inclusive em escolas que seriam fechadas. Além disso, entre 7 e 12 de janeiro poderão ser solicitadas transferências de estudantes entre as escolas da rede estadual de ensino. O ano letivo começará em 15 de fevereiro.
“Como resposta às nossas demandas, a secretaria garantiu que os alunos vão voltar para a escola de origem. Isso confirma que de fato o governador (Geraldo Alckmin, PSDB) recuou, porque desistiu de proibir as matrículas”, afirmou a presidenta do sindicato, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel. “Essa reunião foi um pedido da Apeoesp para acertar como fica a situação da educação após o anúncio do governador. Pelo menos saímos com respostas, já que as outras reuniões foram todas evasivas.”
Participarão da reunião a secretária interina de Educação, Irene Miura, o chefe de gabinete, Fernando Padula, e a coordenadora de Gestão de Recursos Humanos (CGRH), Cleide Bochixio. Segundo Bebel, eles garantiram que não haverá nenhuma retaliação contra professores e alunos que participaram das mobilizações e que eventuais casos de punição devem ser encaminhados à secretaria. “Ponderamos que qualquer ação de retaliação contra professores e alunos ia criar um conflito dentro e um conflito que já está acontecendo. Eles garantiram que isso não vai ocorrer, mas nós vamos acompanhar de perto”, afirmou Bebel.
A secretaria não informou, no entanto, qual será o cronograma de audiências públicas para que o projeto seja discutido nas escolas, uma das promessas feita por Alckmin, quando veio a público no último dia (4) anunciar a suspensão da reorganização escolar, após 25 dias de luta dos estudantes e professores. No mesmo dia, o então secretário da pasta, Herman Voorwald, pediu demissão.
Naquele dia, Alckmin limitou-se a dizer que os alunos vão continuar nas escolas que já estudam e que o governo começará a aprofundar esse debate escola por escola, "especialmente com estudantes e pais de alunos”. Os alunos decidiram manter a mobilização até que o governador cancele definitivamente a “reorganização” e apresente um cronograma de reuniões com a comunidade. O projeto previa o fechamento de pelo menos 93 escolas e a transferência de 311 mil estudantes da rede.
Fonte : http://www.cutsp.org.br/mais-noticias/5766/secretaria-da-educacao-garante-matriculas-em-escolas-que-seriam-fechadas-em-sp

EDUCAÇÃO: LIÇÃO DE CIDADANIA ATINGE OUTROS ESTADOS

Os alunos das redes publicas de ensino entenderam a proposta da "PATRIA EDUCADORA" ,pena que mais ninguém entendeu o peso deste slogan. ,mas o que importa é que esse pessoal rotulados de  "despolitizados"e "folgados" por muitos "educadores de ideologia elitista"estão fazendo escola no quesito cidadania e luta  por uma escola que venha a atender o verdadeiro anseio do povo.
São Paulo continua na luta contra a "reorganização" desorganizada proposta pelo governo que culminou com a "saída pela tangente" do secretario da educação e Goiás entra na luta por uma escola publica de qualidade e protesta contra a entrega de vários estabelecimentos de ensino aos  OSs,que nada mais é do que  um "projeto educacional" importado de outros países que foram aplicados em realidades sociais,politicas e culturais completamente diferentes na realidade brasileira .
Os estudantes de Goiânia declararam que a inspiração para iniciar o movimento de "retomada" da escola pública pelos alunos foram a manifestações dos alunos de São Paulo que declararam apoio aos colegas goianos na última concentração pela escola pública de qualidade,realizada na última semana na Paulista e em outros locais do estado.

Estudantes ocupam mais escolas em ato contra OSs na Educação, em GO

Pela primeira vez, eles fecharam colégio do interior, em Anápolis.
Ao todos, jovens estão em 8 unidades, sendo a maioria em Goiânia.

Paula ResendeDo G1 GO
Alunos ocupam o Colégio Pré-Universitário, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação)Alunos ocupam o Colégio Pré-Universitário, em Goiânia (Foto: Divulgação)
Estudantes ocuparam na manhã desta segunda-feira (14) mais quatro escolas da rede estadual de Educação em Goiás. Eles protestam contra o projeto do Governo de Goiás de terceirizar a gestão da rede de ensino por meio de Organizações Sociais (OSs). Em seis dias, o movimento fechou oito unidades.
Nesta manhã, os alunos ocuparam o Colégio Pré-Universitário (Colu), no Setor Leste Universitário, e o Colégio Estadual José Lobo, no Bairro Rodoviário, ambos na capital. Já em Aparecida de Goiânia, o movimento incluiu o Colégio Estadual Cecília Meireles, no Setor Santo Antônio. Pela primeira vez o ato atingiu o interior goiano, pois o Colégio Polivalente Frei João Batista, em Anápolis, a 55 km de Goiânia, foi ocupado.
O movimento começou na última quarta-feira (9), com a ocupação do Colégio Estadual Professor José Carlos de Almeida. Desde então, foram ocupados pelo movimento estudantil o Lyceu de GoiâniaColégio Estadual Robinho Azevedo e o Instituto de Educação de Goiás (IEG).,
Em nota, a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que respeita as manifestações feitas pelos alunos e que sempre esteve aberta ao diálogo. O órgão explicou que, mesmo com a implantação das OSs, as escolas vão permanecer 100% públicas e gratuitas. Além disso, todos os professores terão seus direitos assegurados.
A secretaria disse ainda que “tem a convicção que este modelo será uma iniciativa inovadora, tornará o sistema mais ágil, mais eficiente e fará avançar a qualidade da educação”.
Ao G1, a advogada Clarissa Machado contou que há cerca de 300 alunos dentro do Colégio Estadual Cecília Meireles. Ela está dentro da unidade com outras mães e advogadas que defendem a causa.
Já em Anápolis, sete estudantes ocupam a instituição. Devido ao ato, os demais alunos deixaram a unidade. Apenas funcionários do colégio permanecem no local.
Alunos e mães ocupam o Colégio Estadual Cecília Meireles, em Aparecida de Goiânia (Foto: Divulgação)Alunos e mães ocupam o Colégio Estadual Cecília Meireles, em Aparecida de Goiânia (Foto: Divulgação)
Uma das alunas que ocupam o José Carlos de Almeida, Gabriela Costa, de 16 anos, disse queos atos realizados em São Paulo contra a reorganização do sistema educacional serviram de inspiração. "Nos inspiramos nos atos de São Paulo. E até no último protesto que eles fizeram, eles declaram abertamente apoio ao movimento aqui em Goiânia", disse.
Organizações sociais
Em Goiás, a proposta do novo modelo de gestão já é aplicado em hospitais, mas é inédito na Educação. As OSs são entidades sem fins lucrativos, que recebem recursos do estado para administrar um determinado órgão público.

De acordo com a Seduce, as OSs, que já devem começar a atuar no início do ano que vem, trarão vantagens para as escolas, já que poderá fazer reformas, sem a necessidade de licitações, e poderá pagar melhores salários aos professores, que serão contratados no regime de Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). Para os concursados, nada muda.
Colégio Estadual José Lobo, Goiânia (Foto: Divulgação)Colégio Estadual José Lobo foi o último a ser ocupado nesta manhça, segundo os alunos (Foto: Divulgação)
“Todas as escolas da secretaria, OSs ou não, terão que seguir o mesmo currículo e terão de seguir determinadas metas. Além disso, as OSs vão ter que seguir aquilo que a secretaria determinar, mas a escola continuará exatamente como é, pública, gratuita, e a gente espera que cada vez com mais qualidade”, explicou a secretária de Educação, Raquel Teixeira.
O objetivo é que as OSs passem a gerir, em caráter experimental, até 30% das unidades escolares que integram as subsecretarias de Educação de GoiâniaAparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade, e do Entorno do Distrito Federal. A relação das escolas escolhidas ainda não foi divulgada.
O governo já estuda implantar esse modelo desde o início da atual gestão. Um chamamento para selecionar entidades e empresas interessadas chegou a ser feito em abril deste ano, no entanto, na ocasião, não foram registradas manifestações e o projeto não pôde ser aplicado.
Alunos ocupam escola estadual em protesto contra terceirização, em Goiás (Foto: Vanessa Martins/G1)Colégio Estadual Professor José Carlos de Almeida foi o primeiro a ser ocupado (Foto: Vanessa Martins/G1)
Assim como os estudantes, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) é contrário à medida, pois alega que ela vai interferir nos planos de carreira dos professores.
Para a presidente do Sintego, Bia de Lima, a adoção do modelo de gestão em apenas algumas escolas não vai surtir efeitos positivos. “Não apenas uma, ou duas, mas todas as escolas estaduais precisam ter qualidade para trabalhar e desenvolver um bom trabalho pedagógico para os alunos. Precisamos disso para todas, não para só uma parcela”, disse.
fonte:http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/12/estudantes-ocupam-mais-escolas-em-ato-contra-oss-na-educacao-em-go.html

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Conselho de Direitos Humanos vai ouvir alunos agredidos pela polícia de Alckmin


Publicado em DESTAQUE 1